Algumas palavras
Eis-me de volta ao modesto espaço eletrônico que ajudo a poluir, sempre com algum remorso, o mesmo que sinto quando dou partida no carro, liberando gases tóxicos, acho que monóxido de carbono, ou soprando a perfumada fumaça do meu Partagas que o amigo Miro nunca deixa de me abastecer.
Tudo continua como antes. Ninguém faz falta neste mundo, nem no outro, citarei de memória uma das melhores frases de Machado de Assis, tudo é escrito com tinta invisível no nada, tanto neste mundo, como certamente, no outro.
Pra gente ver, as coisas acontecem e ficam parecendo importantes. Semana passada, o George W. Bush, mesmo sendo evangélico, visitou o papa e deu-lhe um presente, a condecoração mais alta que o Estados Unidos concedem a uma personalidade. O papa agradeceu, passou a comenda a um cardeal e reclamou: "O presente que eu queria receber do senhor era a paz".
A.
domingo, 13 de junho de 2004
terça-feira, 1 de junho de 2004
"Cada semana, uma novidade. A última foi que pizza previne câncer do esôfago.
Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas peraí, não exagere...
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz eu me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas, me incham o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais os médicos deveriam proibir - como doem!
Essa história de que sexo faz bem pra pele acho que é conversa, mas mal tenho certeza de que não faz, então, pode-se abusar.
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
A ! ! cordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde.
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou muzzarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.
Conversa é melhor do que piada.
Beijar é melhor do que fumar.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Tomo pouca água, bebo mais que um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada.
Sonhar é melhor do que nada."
Dizem que é Luis Fernando Veríssimo ...
A.
Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas peraí, não exagere...
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz eu me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas, me incham o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais os médicos deveriam proibir - como doem!
Essa história de que sexo faz bem pra pele acho que é conversa, mas mal tenho certeza de que não faz, então, pode-se abusar.
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
A ! ! cordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde.
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou muzzarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.
Conversa é melhor do que piada.
Beijar é melhor do que fumar.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Tomo pouca água, bebo mais que um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada.
Sonhar é melhor do que nada."
Dizem que é Luis Fernando Veríssimo ...
A.
quinta-feira, 27 de maio de 2004
PAZ
Esse comercial não tem mulher de biquíni,
não tem cachorro,
não tem criança,
não tem bebezinho.
Esse comercial não tem casal,
não tem beijo,
não tem pôr-do-sol,
não tem família tomando café da manhã.
Esse comercial não tem música de sucesso,
não tem efeito especial,
não tem tartaruga jogando bola.
Esse comercial não tem gente famosa
nem garoto-propaganda,
porque esse comercial é pra vender um produto
que ninguém precisa ser convencido a comprar.
Esse comercial é para vender um produto
que você adora consumir,
e que por sinal,
você até já comprou,
só que não estão entregando.
É um produto que não tem marca
nem tem slogan,
não tem embalagem
nem faz promoção tipo leve três, pague dois.
Esse comercial é todo branco
porque, desse jeito,
ele pode ser entendido aqui
e no mundo inteiro.
Aliás, seria muito bom
que esse comercial
pudesse passar no mundo inteiro.
Porque o produto que esse comercial quer vender
é a PAZ.
Enquanto o pessoal que precisa comprar a paz não compra, faça assim:
pegue o estoque de paz que você ainda tem em casa, e use.
Use no trânsito.
Use na fila do banco.
Use no elevador.
Use no futebol.
Paz é um produto interessante, porque quanto mais você usa, mais você tem.
E se todo mundo usar,
quem sabe chegue um dia
em que ninguém mais
precise fazer um comercial
para vender a paz.
Washington Olivetto
A.
Esse comercial não tem mulher de biquíni,
não tem cachorro,
não tem criança,
não tem bebezinho.
Esse comercial não tem casal,
não tem beijo,
não tem pôr-do-sol,
não tem família tomando café da manhã.
Esse comercial não tem música de sucesso,
não tem efeito especial,
não tem tartaruga jogando bola.
Esse comercial não tem gente famosa
nem garoto-propaganda,
porque esse comercial é pra vender um produto
que ninguém precisa ser convencido a comprar.
Esse comercial é para vender um produto
que você adora consumir,
e que por sinal,
você até já comprou,
só que não estão entregando.
É um produto que não tem marca
nem tem slogan,
não tem embalagem
nem faz promoção tipo leve três, pague dois.
Esse comercial é todo branco
porque, desse jeito,
ele pode ser entendido aqui
e no mundo inteiro.
Aliás, seria muito bom
que esse comercial
pudesse passar no mundo inteiro.
Porque o produto que esse comercial quer vender
é a PAZ.
Enquanto o pessoal que precisa comprar a paz não compra, faça assim:
pegue o estoque de paz que você ainda tem em casa, e use.
Use no trânsito.
Use na fila do banco.
Use no elevador.
Use no futebol.
Paz é um produto interessante, porque quanto mais você usa, mais você tem.
E se todo mundo usar,
quem sabe chegue um dia
em que ninguém mais
precise fazer um comercial
para vender a paz.
Washington Olivetto
A.
sábado, 22 de maio de 2004
Reecontro
Depois de dez meses voltei a vê-la. Bem na minha frente, sentada, carregando o mesmo sorriso absurdo. Foi um simples oi. Não, nem isso. Um “subir e descer” de sobrancelhas. Sabe quando não é necessário mais nada além disso? Um “subir e descer” de sobrancelha carregado de expressões tipo “oi, você por aqui?!”, “nossa, há quanto tempo, hein?!” Mas foi só isso. Pensei em um beijo, desses de tia mesmo, buchecha com buchecha, que às vezes nem se tocam. Mas a idéia passou rápido. Na verdade, meu instinto de homem babão queria abraçá-la bem forte, mas o cheiro do meu remédio contra espinhas falou mais alto.
Não me entendi depois que virei a esquina. Há tempos que não me sentia tão feliz. Uma felicidade irônica, dessas que a gente pensa “eu sobrevivi e parece que você não”.
Não me questiono sobre meus sentimentos por ela. Sem dúvidas, uma parte minha ainda gosta muito dela. Vai gostar para sempre. Com muito carinho. Eternamente. Como dizem: tudo que é pra sempre é uma droga.
-Tenho, sim, muito afeto por você. Nunca vou te ver como uma pessoa comum. Mais nada. Foi bom enquanto “não durou”. Claro que podia ter sido bem melhor.
Fico imaginando o que ela pensa quando lembra de mim. Só mais um? Nem vem. Mexi e mexi muito bem, obrigado, com ela.
Eu estou namorando e você? Será que aquele durou? Acho que não. Talvez tenha se arrependido. Talvez não. Eu estou bem. Talvez melhor do que tivesse com você. Talvez nos topemos por aí um outro dia. Hoje eu te fiz lembrar, não fiz? Vai tentando responder o que você está se questionando. Qualquer dúvida, você sabe, não me pergunte.
A.
Depois de dez meses voltei a vê-la. Bem na minha frente, sentada, carregando o mesmo sorriso absurdo. Foi um simples oi. Não, nem isso. Um “subir e descer” de sobrancelhas. Sabe quando não é necessário mais nada além disso? Um “subir e descer” de sobrancelha carregado de expressões tipo “oi, você por aqui?!”, “nossa, há quanto tempo, hein?!” Mas foi só isso. Pensei em um beijo, desses de tia mesmo, buchecha com buchecha, que às vezes nem se tocam. Mas a idéia passou rápido. Na verdade, meu instinto de homem babão queria abraçá-la bem forte, mas o cheiro do meu remédio contra espinhas falou mais alto.
Não me entendi depois que virei a esquina. Há tempos que não me sentia tão feliz. Uma felicidade irônica, dessas que a gente pensa “eu sobrevivi e parece que você não”.
Não me questiono sobre meus sentimentos por ela. Sem dúvidas, uma parte minha ainda gosta muito dela. Vai gostar para sempre. Com muito carinho. Eternamente. Como dizem: tudo que é pra sempre é uma droga.
-Tenho, sim, muito afeto por você. Nunca vou te ver como uma pessoa comum. Mais nada. Foi bom enquanto “não durou”. Claro que podia ter sido bem melhor.
Fico imaginando o que ela pensa quando lembra de mim. Só mais um? Nem vem. Mexi e mexi muito bem, obrigado, com ela.
Eu estou namorando e você? Será que aquele durou? Acho que não. Talvez tenha se arrependido. Talvez não. Eu estou bem. Talvez melhor do que tivesse com você. Talvez nos topemos por aí um outro dia. Hoje eu te fiz lembrar, não fiz? Vai tentando responder o que você está se questionando. Qualquer dúvida, você sabe, não me pergunte.
A.
quarta-feira, 12 de maio de 2004
sexta-feira, 30 de abril de 2004
A&V
Baixei essa música esses dias, mas só hoje parei pra reparar o quanto me identifico com a letra.
Nós já tínhamos duas músicas, eleitas no começo do namoro, mas depois ninguém nem falou mais sobre o assunto, mesmo porque já estavam "batidas". Claro que sempre que as ouço me lembro de cada momento no ínicio, de como foram bons, de como foram inesquecíveis. Talvez o único momento da minha vida em que eu quis deixar tudo como estava, sem mudar absolutamente nada.
Não sei se hoje estamos bem. Ela passa por mudanças que não consigo acompanhar e muito menos entender. Estou fazendo de tudo, o impossível e até o improvável para que nos entendamos, mas acho que não estou sendo bom o suficiente.
Ela me pergunta o porquê, de depois desse tempo todo, eu ter voltado ao sentimento inicial (em módulo). Ainda busco explicações para isso. O meu erro foi ter deixado esse sentimento ser abafado por coisas pequenas, mas que conseguiram abalar a nossa relação, que um dia ela jurou ser pra sempre e em que eu acreditei.
Mudei muito com o tempo. Não sei se para melhor. Fato é que tenho aprendido com meus atos a me enxergar por dentro cada dia mais, buscando explicações para isso ou aquilo, sem ter que aceitar sem questionar. Com o tempo eu estou vendo que respostas sem explicações podem ser respondidas não por ela, mas sim modificando e construindo estruturas em mim. Que não temos o direito de exigir nada um do outro, quando não sabemos o que isso poderá fazer. Esse sim foi um grande erro.
No final das contas, o que eu não queria mesmo era deixar isso tudo acabar de uma hora pra outra como ela está deixando, se entregando ao primeiro obstáculo que apareceu na frente. Ela mesma sempre disse que tudo foi muito maravilhoso, então porque não voltar ao que era antes? Mas como minha vó sempre diz: quando um não quer, dois não brigam.
Em baixo segue a letra a que me referi. As partes em azul ela vai saber o porquê. E as em vermelho, mais ainda.
Pitty - Equalize
As vezes se eu me distraio
Se não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você
Já vi que não posso ficar tão solta
Me vem logo aquele cheiro
Que passa de você pra mim
Num fluxo perfeito
E enquanto você conversa e me beija
Ao mesmo tempo eu vejo
As suas cores no seu olho, tão de perto
Me balanço devagar, como quando você me embala
O ritmo rola fácil, parece que foi ensaiado
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é
Eu vou equalizar você
Numa frequencia que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim
Adoro essa sua cara de sono
E o timbre da sua voz
Me dizendo coisas tão malucas
E que quase me mata de rir
Quando tento me convencer
Que eu só fiquei aqui
Porque nós dois somos iguais
Até parece que você já tinha
O meu Manual de Instruções
Porque você decifra os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto
E porque, quando você me abraça, o mundo gira devagar
E o tempo é só meu e ninguém registra a cena
De repente vira um filme, todo em camera lenta
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é
Eu vou equalizar você
Numa frequencia que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim
Baixei essa música esses dias, mas só hoje parei pra reparar o quanto me identifico com a letra.
Nós já tínhamos duas músicas, eleitas no começo do namoro, mas depois ninguém nem falou mais sobre o assunto, mesmo porque já estavam "batidas". Claro que sempre que as ouço me lembro de cada momento no ínicio, de como foram bons, de como foram inesquecíveis. Talvez o único momento da minha vida em que eu quis deixar tudo como estava, sem mudar absolutamente nada.
Não sei se hoje estamos bem. Ela passa por mudanças que não consigo acompanhar e muito menos entender. Estou fazendo de tudo, o impossível e até o improvável para que nos entendamos, mas acho que não estou sendo bom o suficiente.
Ela me pergunta o porquê, de depois desse tempo todo, eu ter voltado ao sentimento inicial (em módulo). Ainda busco explicações para isso. O meu erro foi ter deixado esse sentimento ser abafado por coisas pequenas, mas que conseguiram abalar a nossa relação, que um dia ela jurou ser pra sempre e em que eu acreditei.
Mudei muito com o tempo. Não sei se para melhor. Fato é que tenho aprendido com meus atos a me enxergar por dentro cada dia mais, buscando explicações para isso ou aquilo, sem ter que aceitar sem questionar. Com o tempo eu estou vendo que respostas sem explicações podem ser respondidas não por ela, mas sim modificando e construindo estruturas em mim. Que não temos o direito de exigir nada um do outro, quando não sabemos o que isso poderá fazer. Esse sim foi um grande erro.
No final das contas, o que eu não queria mesmo era deixar isso tudo acabar de uma hora pra outra como ela está deixando, se entregando ao primeiro obstáculo que apareceu na frente. Ela mesma sempre disse que tudo foi muito maravilhoso, então porque não voltar ao que era antes? Mas como minha vó sempre diz: quando um não quer, dois não brigam.
Em baixo segue a letra a que me referi. As partes em azul ela vai saber o porquê. E as em vermelho, mais ainda.
Pitty - Equalize
As vezes se eu me distraio
Se não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você
Já vi que não posso ficar tão solta
Me vem logo aquele cheiro
Que passa de você pra mim
Num fluxo perfeito
E enquanto você conversa e me beija
Ao mesmo tempo eu vejo
As suas cores no seu olho, tão de perto
Me balanço devagar, como quando você me embala
O ritmo rola fácil, parece que foi ensaiado
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é
Eu vou equalizar você
Numa frequencia que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim
Adoro essa sua cara de sono
E o timbre da sua voz
Me dizendo coisas tão malucas
E que quase me mata de rir
Quando tento me convencer
Que eu só fiquei aqui
Porque nós dois somos iguais
Até parece que você já tinha
O meu Manual de Instruções
Porque você decifra os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto
E porque, quando você me abraça, o mundo gira devagar
E o tempo é só meu e ninguém registra a cena
De repente vira um filme, todo em camera lenta
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é
Eu vou equalizar você
Numa frequencia que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim
sábado, 24 de abril de 2004
Dropping by
Alou, alou, planeta Terra chamando, planeta Terra chamando. Essa é mais uma edição do diário de bordo de Lucas Silva e Silva, falando direitamente do mundo da lua, onde tudo pode acontecer.
Quem não se lembra dessas saudosas frases? Eram do programa Mundo da Lua, estrelado pelo Luciano Amaral, que na época era um cabeçudinho pentelho que ficava reliando com a irmã feia e toda vez que queria fugir da realidade, ao invés de usar tóxicos e intorpecentes como as crianças de hoje, se trancava no quarto (e não no banheiro) e inventava umas histórias malucas junto com seu super gravador que emitia altas luzes que pareciam boate de cidade pequena em dia de festa. Hoje o Luciano apresenta um programa de video-game na Bandeirantes (eu acho). Já está até com barba na cara e deve ter uns vinte filhos pra criar. Ficou menos cabeçudo, porque cortou aquele cabelão, que inspirou os criadores do Bob esponja, e deu uma crescidinha (bem inha mesmo).
Aos leitores assíduos do Diário Pastel (ninguém), e aos que visitam quando não tem nada pra fazer e clicam errado (O Marcelo e a senhorita Roberta. Ah, agora a Vanessa também, que deu umas esperniadas quando leu algumas coisas por aqui), peço desculpas por estar parado por tanto tempo seguido assim. Deveras estou sem tempo disponível até mesmo para ficar inventando baboseiras.
"Arrivederci, Roma."
A.
Alou, alou, planeta Terra chamando, planeta Terra chamando. Essa é mais uma edição do diário de bordo de Lucas Silva e Silva, falando direitamente do mundo da lua, onde tudo pode acontecer.
Quem não se lembra dessas saudosas frases? Eram do programa Mundo da Lua, estrelado pelo Luciano Amaral, que na época era um cabeçudinho pentelho que ficava reliando com a irmã feia e toda vez que queria fugir da realidade, ao invés de usar tóxicos e intorpecentes como as crianças de hoje, se trancava no quarto (e não no banheiro) e inventava umas histórias malucas junto com seu super gravador que emitia altas luzes que pareciam boate de cidade pequena em dia de festa. Hoje o Luciano apresenta um programa de video-game na Bandeirantes (eu acho). Já está até com barba na cara e deve ter uns vinte filhos pra criar. Ficou menos cabeçudo, porque cortou aquele cabelão, que inspirou os criadores do Bob esponja, e deu uma crescidinha (bem inha mesmo).
Aos leitores assíduos do Diário Pastel (ninguém), e aos que visitam quando não tem nada pra fazer e clicam errado (O Marcelo e a senhorita Roberta. Ah, agora a Vanessa também, que deu umas esperniadas quando leu algumas coisas por aqui), peço desculpas por estar parado por tanto tempo seguido assim. Deveras estou sem tempo disponível até mesmo para ficar inventando baboseiras.
"Arrivederci, Roma."
A.
segunda-feira, 29 de março de 2004
segunda-feira, 22 de março de 2004
Abaixo o chato!
Definitivamente não existe algo mais irritante do que você estar querendo ouvir a música que está tocando no rádio e ter uma pessoa do lado(ou no banco de trás, como me aconteceu hoje) tentando cantá-la. Ela fica ali, murmurando algumas palavras, ora mais baixo, ora mais alto, meio que resmungando a letra e você não consegue entender nem a música e nem o chato.
Quando ela se impolga, começa a bater os pés no chão, forjando um arranjo de bateria ou então fecha os olhos e, mexendo rapidamente os dedos, acha que está apresentando um solo com sua guitarra imaginável.
Naquelas em inglês é sempre assim: o cara só sabe o refrão (ou parte dele), mas mesmo assim insiste em cantar a música toda, preenchendo os "espaços desconhecidos" com dezenas de "tralalás", "nan-nan-nas" e "diu-ri-dius".
Como diz Montenegro, "todo chato é bonzinho". Devemos preservar a espécie que, infelizmente, ainda está longe da extinção.
A.
Definitivamente não existe algo mais irritante do que você estar querendo ouvir a música que está tocando no rádio e ter uma pessoa do lado(ou no banco de trás, como me aconteceu hoje) tentando cantá-la. Ela fica ali, murmurando algumas palavras, ora mais baixo, ora mais alto, meio que resmungando a letra e você não consegue entender nem a música e nem o chato.
Quando ela se impolga, começa a bater os pés no chão, forjando um arranjo de bateria ou então fecha os olhos e, mexendo rapidamente os dedos, acha que está apresentando um solo com sua guitarra imaginável.
Naquelas em inglês é sempre assim: o cara só sabe o refrão (ou parte dele), mas mesmo assim insiste em cantar a música toda, preenchendo os "espaços desconhecidos" com dezenas de "tralalás", "nan-nan-nas" e "diu-ri-dius".
Como diz Montenegro, "todo chato é bonzinho". Devemos preservar a espécie que, infelizmente, ainda está longe da extinção.
A.
sábado, 13 de março de 2004
Chega de Saudade
"Mas se ela voltar
Se ela voltar
Que coisa linda
Que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços os abraços
Hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim,
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio
De você viver sem mim
Não quero mais esse negócio
De você longe de mim...
Vamos deixar desse negócio
De você viver sem mim..."
Vinicius de Moraes
Que coisa gay. Que meu clubinho de machões não veja isso. Esse Vinícius devia tá sempre apaixonado. Eu, pelo menos, não consigo fazer nada do tipo sem estar inspirado, e muito bem inspirado, diga-se de passagem. Sem querer me comparar a ele, obviamente. Ele era mais gordo.
Devia ganhar um xá de xana muito gostoso pra poder escrever essas coisas. E o soneto de fidelidade? Rapaz!!!! Devia estar pegando a Gisele Bundchen quando fez!
Tô bem desligado do mundo. Só hoje fiquei sabendo das explosões na Espanha. Tem tanta coisa boa pra se fazer no mundo e esse povo se preocupando em estourar ônibus, trem, sei lá o que. Vão pegar mulher, comer pizza hut, jogar bola, beber cerveja... ao invés de ficarem aí xaropando os outros. Tem dó!
Isso serve pros demais também.
A.
"Mas se ela voltar
Se ela voltar
Que coisa linda
Que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços os abraços
Hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim,
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio
De você viver sem mim
Não quero mais esse negócio
De você longe de mim...
Vamos deixar desse negócio
De você viver sem mim..."
Vinicius de Moraes
Que coisa gay. Que meu clubinho de machões não veja isso. Esse Vinícius devia tá sempre apaixonado. Eu, pelo menos, não consigo fazer nada do tipo sem estar inspirado, e muito bem inspirado, diga-se de passagem. Sem querer me comparar a ele, obviamente. Ele era mais gordo.
Devia ganhar um xá de xana muito gostoso pra poder escrever essas coisas. E o soneto de fidelidade? Rapaz!!!! Devia estar pegando a Gisele Bundchen quando fez!
Tô bem desligado do mundo. Só hoje fiquei sabendo das explosões na Espanha. Tem tanta coisa boa pra se fazer no mundo e esse povo se preocupando em estourar ônibus, trem, sei lá o que. Vão pegar mulher, comer pizza hut, jogar bola, beber cerveja... ao invés de ficarem aí xaropando os outros. Tem dó!
Isso serve pros demais também.
A.
terça-feira, 9 de março de 2004
Super André pra presidente do Green Peace
Descobri que tenho cara de manifestante. Primeiro dia de aula, mal cheguei e algumas senhoritas já vieram me entregar uns panfletos que falavam de palestra contra sei-lá-o-quê, contra privatização do RU, "show" da senadora Heloísa Helena, etc. "Calma, meninas. Eu só tô aqui pra me formar e daqui a pouquinho (4 anos) estou indo embora. Sou da engenharia, acho que vcs pegaram o cara errado.
É, não pegaram, não. Pouco mais tarde, em frente à Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia, encontrei um velho amigo. Por mim (e por ele tb), ele teria ganho o prêmio burguês do ano durante toda a nossa infância. Só usava tênis caro, roupa de marca, ia pros EUA 2x por ano, e outras picuínhas a que tinha direito. Quem diria: ontem ele estava com uma calça rasgada, um chinelão de couro no pé e uma camiseta daquelas ganhas em comícios de assossiação de donas-de-casa. Ele e mais outros loucos varridos da filosofia juntaram em mim e já foram me dando um gongo feito de plástico velho e um pau improvisado pra fazer uma batucada contra alguma coisa, que eu não fazia a menor idéia do que qera. No começo confesso que eu resisti, mas quando uma senhorita, linda, de olhos azuis, se aproximou e tomou a frente da banda, fui o primeiro a começar a tocar o instrumento e seguir o protesto.
Pouco tempo depois já estávamos dentro do Instituto de Química, que foi quando passei o maior apuro. Baixou até polícia e, quando perguntaram pelo líder (eu jurei que ele ia se identificar), o cabeludo dono do maior tambor disse: "todos nós". Pensei: "Meu Deus, o cara é comunista até nessas horas. Primeiro dia de aula e já vou pro xilindró". Fato é que não houve maiores consequências. Pouco mais na frente, encontrei um outro amigo e resolvi abandonar o protesto. Por enquanto.
A.
Descobri que tenho cara de manifestante. Primeiro dia de aula, mal cheguei e algumas senhoritas já vieram me entregar uns panfletos que falavam de palestra contra sei-lá-o-quê, contra privatização do RU, "show" da senadora Heloísa Helena, etc. "Calma, meninas. Eu só tô aqui pra me formar e daqui a pouquinho (4 anos) estou indo embora. Sou da engenharia, acho que vcs pegaram o cara errado.
É, não pegaram, não. Pouco mais tarde, em frente à Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia, encontrei um velho amigo. Por mim (e por ele tb), ele teria ganho o prêmio burguês do ano durante toda a nossa infância. Só usava tênis caro, roupa de marca, ia pros EUA 2x por ano, e outras picuínhas a que tinha direito. Quem diria: ontem ele estava com uma calça rasgada, um chinelão de couro no pé e uma camiseta daquelas ganhas em comícios de assossiação de donas-de-casa. Ele e mais outros loucos varridos da filosofia juntaram em mim e já foram me dando um gongo feito de plástico velho e um pau improvisado pra fazer uma batucada contra alguma coisa, que eu não fazia a menor idéia do que qera. No começo confesso que eu resisti, mas quando uma senhorita, linda, de olhos azuis, se aproximou e tomou a frente da banda, fui o primeiro a começar a tocar o instrumento e seguir o protesto.
Pouco tempo depois já estávamos dentro do Instituto de Química, que foi quando passei o maior apuro. Baixou até polícia e, quando perguntaram pelo líder (eu jurei que ele ia se identificar), o cabeludo dono do maior tambor disse: "todos nós". Pensei: "Meu Deus, o cara é comunista até nessas horas. Primeiro dia de aula e já vou pro xilindró". Fato é que não houve maiores consequências. Pouco mais na frente, encontrei um outro amigo e resolvi abandonar o protesto. Por enquanto.
A.
domingo, 7 de março de 2004
Shaq attack!
Acabei de chegar da casa de uma amiga. Fui jogar, pelo menos tentar jogar, basquete. Meu joelho não doeu. Ainda melhor: um dos aros da quadra é um pouco torto, o suficiente para eu alcançá-lo sem a bola. Quando todo mundo parou pra tomar água, eu fiquei na quadra tentando alcançar com a bola e CONSEGUI! Foi muito bom. Lembrando os tempos em que eu jogava no Jóquei. Naquela época, que eu não tinha estourado o joelho ainda, conseguia bater a mão no aro tranquilamente. Tinha até uma tabela mais baixa onde a gente fazia campeonato de enterradas.
Mas antes de jogar, aqui no prédio, tava brincando com os meninos e machuquei o dedão do pé. Tá meio foda de andar, mas nada que uns quatro dias de anti-inflamatório não resolvam. Só começou a doer agora, quando esfriou.
Amanhã minhas aulas começam.
A.
Acabei de chegar da casa de uma amiga. Fui jogar, pelo menos tentar jogar, basquete. Meu joelho não doeu. Ainda melhor: um dos aros da quadra é um pouco torto, o suficiente para eu alcançá-lo sem a bola. Quando todo mundo parou pra tomar água, eu fiquei na quadra tentando alcançar com a bola e CONSEGUI! Foi muito bom. Lembrando os tempos em que eu jogava no Jóquei. Naquela época, que eu não tinha estourado o joelho ainda, conseguia bater a mão no aro tranquilamente. Tinha até uma tabela mais baixa onde a gente fazia campeonato de enterradas.
Mas antes de jogar, aqui no prédio, tava brincando com os meninos e machuquei o dedão do pé. Tá meio foda de andar, mas nada que uns quatro dias de anti-inflamatório não resolvam. Só começou a doer agora, quando esfriou.
Amanhã minhas aulas começam.
A.
segunda-feira, 1 de março de 2004
Acho que pela primeira vez eu digo: sinto falta de Florianópolis.
Digo, de como me sentia lá. Livre. Não tinha ninguém pra me dizer o que fazer. Ninguém com que eu me preocupasse o bastante a ponto de não viver minha vida pra mim.
Isso tudo acontece por causa do mesmo erro. Venho persistindo há dois anos. Será que não vou cansar? Tem gente que gosta de apanhar.
A.
Digo, de como me sentia lá. Livre. Não tinha ninguém pra me dizer o que fazer. Ninguém com que eu me preocupasse o bastante a ponto de não viver minha vida pra mim.
Isso tudo acontece por causa do mesmo erro. Venho persistindo há dois anos. Será que não vou cansar? Tem gente que gosta de apanhar.
A.
domingo, 29 de fevereiro de 2004
Could Mountain
Já tiveram daqueles momentos em que se quis brincar de "como está, fica" e que tudo permanecesse como estava? Momentos em que você desejou que as chateações, momentaneamente esquecidas, continuassem bem longe e não o atrapalhassem a aproveitar aqueles instantes que agora fazem parte dos melhores da sua vida? Aqueles minutos que, apesar de serem formados apenas por segundos, você se lembrará de cada momento e será capaz de descrevê-los minuciosamente até daqui a noventa ou cem anos?
E, cuidado: se você deixá-los anotados por acaso e esquecidos em algum livro velho, alguém poderá os encontrar e daí já viu, né?
Conheço gente que jura que já viu casos assim que até viraram filme de cinema americano...
Ainda bem que a vida não é feita só de momentos assim. Imagina se acontecessem todos os dias... Talvez caíssem no costume e ninguém desse a importância que eles merecem.
Pelo sim, pelo não, deixo o meu gravado aqui fora.
E esculpido aqui dentro.
A.
p.s. O título fica pra casa... =P
Já tiveram daqueles momentos em que se quis brincar de "como está, fica" e que tudo permanecesse como estava? Momentos em que você desejou que as chateações, momentaneamente esquecidas, continuassem bem longe e não o atrapalhassem a aproveitar aqueles instantes que agora fazem parte dos melhores da sua vida? Aqueles minutos que, apesar de serem formados apenas por segundos, você se lembrará de cada momento e será capaz de descrevê-los minuciosamente até daqui a noventa ou cem anos?
E, cuidado: se você deixá-los anotados por acaso e esquecidos em algum livro velho, alguém poderá os encontrar e daí já viu, né?
Conheço gente que jura que já viu casos assim que até viraram filme de cinema americano...
Ainda bem que a vida não é feita só de momentos assim. Imagina se acontecessem todos os dias... Talvez caíssem no costume e ninguém desse a importância que eles merecem.
Pelo sim, pelo não, deixo o meu gravado aqui fora.
E esculpido aqui dentro.
A.
p.s. O título fica pra casa... =P
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2004
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2004
Já tiveram vontade de voltar no tempo? Voltar pra uma época boa da sua vida? Pra uma época em que vc achava que tinha problemas grandiosos, quando esses eram, no máximo, se vc paquerava essa ou aquela e se vc tinha realmente estudado o suficiente pra prova de ciências da tia Dirce? E aquele torneio de futebol que vc fazia promessas para ser convocado pelo professor de educação física para que pudesse ser notado pela menina mais linda da escola? E quando seu pai ia assisti-lo jogar? Vestido naquelas roupas em que vc ficava perdido dentro; a camisa batia no joelho, o meião pegava na coxa... Vc nunca conseguia jogar o quanto queria e nem fazer aquele gol pra ele. Mas mesmo assim ele ficava gritando pros outros ouvirem, todo orgulhoso: "esse é meu filho, é meu campeão!!!"
Tudo que vc queria naquela época era chegar em casa depois da aula, almoçar e tirar aquele cochilo. Depois, assistia à sessão da tarde e ia jogar video-game com os primos esperando Carrossel ou Quatro por Quatro começar.
A gente reclama dos problemas de hj, suspirando pelos do passado. E daqui a dez anos? O que vc vai estar fazendo? Será que vai estar fazendo o que quer? Estará morando onde? Com quem? E os amigos, serão os mesmos? Fica a dica do vídeo "Sun screen" que pode ser pego no Kazaa e da música "A lista" do Oswaldo Montenegro. Se não me engano, tem essa música escrita em algum lugar dessa página.
Aniversário é assim mesmo, a gente fica meio bobo, pensando nessas coisas, que no fundo não adiantam pra nada. Afinal, a gente só conseque mudar o "hoje". O "amanhã", só amanhã...
O dia foi terrível. Tive que me esconder a noite na casa de uma amiga. (lamentos).
A.
Tudo que vc queria naquela época era chegar em casa depois da aula, almoçar e tirar aquele cochilo. Depois, assistia à sessão da tarde e ia jogar video-game com os primos esperando Carrossel ou Quatro por Quatro começar.
A gente reclama dos problemas de hj, suspirando pelos do passado. E daqui a dez anos? O que vc vai estar fazendo? Será que vai estar fazendo o que quer? Estará morando onde? Com quem? E os amigos, serão os mesmos? Fica a dica do vídeo "Sun screen" que pode ser pego no Kazaa e da música "A lista" do Oswaldo Montenegro. Se não me engano, tem essa música escrita em algum lugar dessa página.
Aniversário é assim mesmo, a gente fica meio bobo, pensando nessas coisas, que no fundo não adiantam pra nada. Afinal, a gente só conseque mudar o "hoje". O "amanhã", só amanhã...
O dia foi terrível. Tive que me esconder a noite na casa de uma amiga. (lamentos).
A.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2004
Meus sonhos mudaram a cara um pouco. Não são mais saudosistas, são terroristas (seja lá o que for isso). Essa noite, estava pilotando um boeing da VASP e atingi uma montanha russa cheia de criancinhas indefesas (como eu sou mal!). De qualquer maneira, meus sonhos estão bem aquém dos efeitos especiais utilizados pelos estúdios de Hollywood ou pela Al-Qaeda. Nem explosão teve. Me lembro do bico do avião entortando e das pessoas do parque correndo de um lado para o outro. Pelo menos nos MEUS sonhos eu chamo a atenção de alguém.
Carnaval chegando e até agora nada de eu decidir o que vou fazer. Queria mesmo ir pra Fpolis, mas a falta de grana está me obrigando a encurtar as distâncias. Pirinópolis está quase fora de cogitação. O Diogo machucou o joelho e ir pra lá pra ficar trancado na barraca não está nos meus planos. Definitivamente.
A.
Carnaval chegando e até agora nada de eu decidir o que vou fazer. Queria mesmo ir pra Fpolis, mas a falta de grana está me obrigando a encurtar as distâncias. Pirinópolis está quase fora de cogitação. O Diogo machucou o joelho e ir pra lá pra ficar trancado na barraca não está nos meus planos. Definitivamente.
A.
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