segunda-feira, 6 de dezembro de 2004

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Ah, agora o Diário Pastel conta com mais um adepto! Opa, desculpe. Adepta!

A idéia de colocar o endereço no orkut (isola, bate três vezes, atchim, irgh!) fez o número de visitas semanais aumentar vertiginosamente de aproximadamente zero para duas.

Não era esse o desejo. A príncipio a idéia era escrever para que apenas eu (ou nem isso) lesse depois. Mas hoje, vejam só, estão tentando me candidatar ao IBest. Já neguei três telefonemas do Jô.

Não. Continuo solitário (não sozinho) no meu cubículo, direto da fonte mais amarga, de cima do mais profundo dos penhasco, na mais vívida e alegre depressão a vos (me) escrever.

A.



sexta-feira, 26 de novembro de 2004

Whispering

Ao certo que espiava curiosamente as fábulas e sonhos perdidos. Não importava o quanto pequeno fossem, eram seus e de mais ninguém. Pela terceira vez, corria contra o tempo enquanto a via passar. Bela, sublime e única. Única. Talvez era essa o motivo...

Alou! Desculpem-me pelo tempo afastado. Sento novamente no espaço cibernético que nos rodeia e, assumindo o controle do tempo (?), não respondo pelas minhas futuras atitudes.

Câmbio desligo.

Over.

A.



sexta-feira, 24 de setembro de 2004

Boring

Alguém se lembra da época em que se comprava pela Internet hoje e o pedido chegava amanhã?

Pois é. Quem não é dessa época precisa rezar muito para que as coisas voltem a ser como eram antes.

Há alguns dias pedi um livro na Saraiva usando cartão de crédito e o site ficou marcando dois dias como PEDIDO EM ANÁLISE. Só hoje chegou um e-mail me pedindo para ligar em São Paulo (nem é 0800!) e confirmar meus dados. Pois liguei e não é de ver que a senhorita ainda disse que a administradora do meu cartão vai ter de me ligar em 48hrs para me confirmar mais dados?

Ou seja, aquele "ENTREGA PREVISTA: 2 dias úteis" é só pra dar água na boca mesmo... Segundo a atendente, a postagem demorará cerca de uma semana.

A.

domingo, 29 de agosto de 2004

Olimpíadas



Não aguento mais ver atleta. Toda vez que ligo a TV tem um chinesinho recebendo medalha. Não aguento mais ver medalha e nem chinês.

Sugestões para o Brasil ter ganho mais medalhas: 1) incluir outras modalidades, como palitinho, truco, reco-reco, pega-vareta e bronha! 2) proibir o AGOURÃO Bueno, secador oficial das Olimpíadas, de narrar os jogos. 3) proibir música baiana como animação de torcida.

E eu sei como as meninas do futebol podiam ter ganho das americanas. Deviam ter entrado em campo com aquelas máscaras do Bin Laden. E em natação que levamos um nabo sincronizado?!



A.

sexta-feira, 6 de agosto de 2004

Óbvio utopicum

Existem momentos, penso eu, que passamos por uma espécie de centrífuga. Muitos são os pensamentos que carregamos conosco e esses pensamentos precisam de atenção. Quando não temos tempo para eles, eles nos rodeam até que os selecionemos e decidimos quais deles podemos resolver e quais serão agendados para serem revistos em tempo oportuno.

Assim, a vida, em sua majestosa dança, nos convida para refletir. Nesses momentos precisamos desligar, mesmo que seja temporariamente, para compreender os passos da dança.

Portanto, não se preocupe com as indecisões e inquietações, pois aqueles que estão buscando se encontrar, estão, na verdade, desvelando caminhos. A resposta não parece estar no resultado, mas na maneira como nós nos transformamos para poder atingi-lo.

A.

segunda-feira, 12 de julho de 2004

Stonecold



Enhancing? Não, dessa vez passou longe. À ambientes polares ainda me permito estar aqui, com as mãos intáteis, a poluir esse ciber espaço que me rodeia.

Me lembro das características barrocas, porém teria aprendido melhor se já tivesse anteriormente estado aqui. Os que não sentem os pés no momento, como este que vos fala, saberiam bem o que é isso.

Enfim, dessa vez, sem maiores males a difundir, a fins de propagar o bem estar e o bom convívio social, despeço-me com um frio (?!) aperto de mão.

Salut,

A.



quinta-feira, 1 de julho de 2004

Covenant

Hoje fui contemplado com uma serenata em que gritavam "temos curau e pamonha, o puro creme do milho, pamonha, pamonha, pamonha de Piracicaba." Alilás, acho que o saudoso "O mundo da Lua" foi baseado na minha rua, onde tuuudo pode acontecer. Esses dias foi assalto ao meio-dia à uma agência bancária. Bandidos têm seus direitos. À noite, como qualquer pessoa comum, eles têm que dormir. Afinal, amanhã é um novo dia de trabalho. E, diga-se de passagem, trabalho que dê dinheiro assim, hoje em dia, não se pode descartar.

Ah, um peso a menos. Consegui aprovação em lógica. Agora o próximo passo é mais fácil: me livrar da faculdade!

Vou-me com um abraço efusivo e com uma frase com que os povos antigos costumavam se despedir:

Tchau!



A.

quinta-feira, 17 de junho de 2004

Algumas palavras

Eis-me de volta ao modesto espaço eletrônico que ajudo a poluir, sempre com algum remorso, o mesmo que sinto quando dou partida no carro, liberando gases tóxicos, acho que monóxido de carbono, ou soprando a perfumada fumaça do meu Partagas que o amigo Miro nunca deixa de me abastecer.

Tudo continua como antes. Ninguém faz falta neste mundo, nem no outro, citarei de memória uma das melhores frases de Machado de Assis, tudo é escrito com tinta invisível no nada, tanto neste mundo, como certamente, no outro.

Pra gente ver, as coisas acontecem e ficam parecendo importantes. Semana passada, o George W. Bush, mesmo sendo evangélico, visitou o papa e deu-lhe um presente, a condecoração mais alta que o Estados Unidos concedem a uma personalidade. O papa agradeceu, passou a comenda a um cardeal e reclamou: "O presente que eu queria receber do senhor era a paz".

A.





domingo, 13 de junho de 2004

Crisis

Tava escrevendo algo, mas desisti.

Acontecimentos de ontem ainda me atrapalham.

A.



terça-feira, 1 de junho de 2004

"Cada semana, uma novidade. A última foi que pizza previne câncer do esôfago.

Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas peraí, não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem.



Dormir me deixa 0 km.

Ler um bom livro faz eu me sentir novo em folha.

Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns cinco anos.

Viagens aéreas não me incham as pernas, me incham o cérebro, volto cheio de idéias.

Brigar me provoca arritmia cardíaca.

Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.

Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.

E telejornais os médicos deveriam proibir - como doem!

Essa história de que sexo faz bem pra pele acho que é conversa, mas mal tenho certeza de que não faz, então, pode-se abusar.

Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.

A ! ! cordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde.

E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.

Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou muzzarela que previna.

Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.

Conversa é melhor do que piada.



Beijar é melhor do que fumar.

Exercício é melhor do que cirurgia.

Humor é melhor do que rancor.

Amigos são melhores do que gente influente.

Economia é melhor do que dívida.

Pergunta é melhor do que dúvida.

Tomo pouca água, bebo mais que um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada.

Sonhar é melhor do que nada."





Dizem que é Luis Fernando Veríssimo ...



A.

quinta-feira, 27 de maio de 2004

PAZ



Esse comercial não tem mulher de biquíni,

não tem cachorro,

não tem criança,

não tem bebezinho.



Esse comercial não tem casal,

não tem beijo,

não tem pôr-do-sol,

não tem família tomando café da manhã.



Esse comercial não tem música de sucesso,

não tem efeito especial,

não tem tartaruga jogando bola.



Esse comercial não tem gente famosa

nem garoto-propaganda,

porque esse comercial é pra vender um produto

que ninguém precisa ser convencido a comprar.



Esse comercial é para vender um produto

que você adora consumir,

e que por sinal,

você até já comprou,

só que não estão entregando.



É um produto que não tem marca

nem tem slogan,

não tem embalagem

nem faz promoção tipo leve três, pague dois.



Esse comercial é todo branco

porque, desse jeito,

ele pode ser entendido aqui

e no mundo inteiro.



Aliás, seria muito bom

que esse comercial

pudesse passar no mundo inteiro.

Porque o produto que esse comercial quer vender

é a PAZ.



Enquanto o pessoal que precisa comprar a paz não compra, faça assim:

pegue o estoque de paz que você ainda tem em casa, e use.

Use no trânsito.

Use na fila do banco.

Use no elevador.

Use no futebol.

Paz é um produto interessante, porque quanto mais você usa, mais você tem.



E se todo mundo usar,

quem sabe chegue um dia

em que ninguém mais

precise fazer um comercial

para vender a paz.



Washington Olivetto



A.



sábado, 22 de maio de 2004

Reecontro

Depois de dez meses voltei a vê-la. Bem na minha frente, sentada, carregando o mesmo sorriso absurdo. Foi um simples oi. Não, nem isso. Um “subir e descer” de sobrancelhas. Sabe quando não é necessário mais nada além disso? Um “subir e descer” de sobrancelha carregado de expressões tipo “oi, você por aqui?!”, “nossa, há quanto tempo, hein?!” Mas foi só isso. Pensei em um beijo, desses de tia mesmo, buchecha com buchecha, que às vezes nem se tocam. Mas a idéia passou rápido. Na verdade, meu instinto de homem babão queria abraçá-la bem forte, mas o cheiro do meu remédio contra espinhas falou mais alto.

Não me entendi depois que virei a esquina. Há tempos que não me sentia tão feliz. Uma felicidade irônica, dessas que a gente pensa “eu sobrevivi e parece que você não”.

Não me questiono sobre meus sentimentos por ela. Sem dúvidas, uma parte minha ainda gosta muito dela. Vai gostar para sempre. Com muito carinho. Eternamente. Como dizem: tudo que é pra sempre é uma droga.

-Tenho, sim, muito afeto por você. Nunca vou te ver como uma pessoa comum. Mais nada. Foi bom enquanto “não durou”. Claro que podia ter sido bem melhor.

Fico imaginando o que ela pensa quando lembra de mim. Só mais um? Nem vem. Mexi e mexi muito bem, obrigado, com ela.

Eu estou namorando e você? Será que aquele durou? Acho que não. Talvez tenha se arrependido. Talvez não. Eu estou bem. Talvez melhor do que tivesse com você. Talvez nos topemos por aí um outro dia. Hoje eu te fiz lembrar, não fiz? Vai tentando responder o que você está se questionando. Qualquer dúvida, você sabe, não me pergunte.

A.

quarta-feira, 12 de maio de 2004

None
Ela que nasce
ela que fica
consome e desenha:
- alto lá!
hoje, grita:
- ou eu, ou você.
Sinto saudades.

Dá pra escrever hoje não.
A.

sexta-feira, 30 de abril de 2004

A&V

Baixei essa música esses dias, mas só hoje parei pra reparar o quanto me identifico com a letra.

Nós já tínhamos duas músicas, eleitas no começo do namoro, mas depois ninguém nem falou mais sobre o assunto, mesmo porque já estavam "batidas". Claro que sempre que as ouço me lembro de cada momento no ínicio, de como foram bons, de como foram inesquecíveis. Talvez o único momento da minha vida em que eu quis deixar tudo como estava, sem mudar absolutamente nada.

Não sei se hoje estamos bem. Ela passa por mudanças que não consigo acompanhar e muito menos entender. Estou fazendo de tudo, o impossível e até o improvável para que nos entendamos, mas acho que não estou sendo bom o suficiente.

Ela me pergunta o porquê, de depois desse tempo todo, eu ter voltado ao sentimento inicial (em módulo). Ainda busco explicações para isso. O meu erro foi ter deixado esse sentimento ser abafado por coisas pequenas, mas que conseguiram abalar a nossa relação, que um dia ela jurou ser pra sempre e em que eu acreditei.

Mudei muito com o tempo. Não sei se para melhor. Fato é que tenho aprendido com meus atos a me enxergar por dentro cada dia mais, buscando explicações para isso ou aquilo, sem ter que aceitar sem questionar. Com o tempo eu estou vendo que respostas sem explicações podem ser respondidas não por ela, mas sim modificando e construindo estruturas em mim. Que não temos o direito de exigir nada um do outro, quando não sabemos o que isso poderá fazer. Esse sim foi um grande erro.

No final das contas, o que eu não queria mesmo era deixar isso tudo acabar de uma hora pra outra como ela está deixando, se entregando ao primeiro obstáculo que apareceu na frente. Ela mesma sempre disse que tudo foi muito maravilhoso, então porque não voltar ao que era antes? Mas como minha vó sempre diz: quando um não quer, dois não brigam.

Em baixo segue a letra a que me referi. As partes em azul ela vai saber o porquê. E as em vermelho, mais ainda.



Pitty - Equalize



As vezes se eu me distraio

Se não me vigio um instante

Me transporto pra perto de você

Já vi que não posso ficar tão solta

Me vem logo aquele cheiro

Que passa de você pra mim

Num fluxo perfeito


E enquanto você conversa e me beija

Ao mesmo tempo eu vejo

As suas cores no seu olho, tão de perto

Me balanço devagar, como quando você me embala

O ritmo rola fácil, parece que foi ensaiado

E eu acho que eu gosto mesmo de você

Bem do jeito que você é

Eu vou equalizar você

Numa frequencia que só a gente sabe

Eu te transformei nessa canção

Pra poder te gravar em mim

Adoro essa sua cara de sono

E o timbre da sua voz

Me dizendo coisas tão malucas

E que quase me mata de rir


Quando tento me convencer

Que eu só fiquei aqui

Porque nós dois somos iguais


Até parece que você já tinha

O meu Manual de Instruções


Porque você decifra os meus sonhos

Porque você sabe o que eu gosto

E porque, quando você me abraça, o mundo gira devagar

E o tempo é só meu e ninguém registra a cena

De repente vira um filme, todo em camera lenta

E eu acho que eu gosto mesmo de você

Bem do jeito que você é

Eu vou equalizar você

Numa frequencia que só a gente sabe

Eu te transformei nessa canção

Pra poder te gravar em mim

sábado, 24 de abril de 2004

Dropping by

Alou, alou, planeta Terra chamando, planeta Terra chamando. Essa é mais uma edição do diário de bordo de Lucas Silva e Silva, falando direitamente do mundo da lua, onde tudo pode acontecer.

Quem não se lembra dessas saudosas frases? Eram do programa Mundo da Lua, estrelado pelo Luciano Amaral, que na época era um cabeçudinho pentelho que ficava reliando com a irmã feia e toda vez que queria fugir da realidade, ao invés de usar tóxicos e intorpecentes como as crianças de hoje, se trancava no quarto (e não no banheiro) e inventava umas histórias malucas junto com seu super gravador que emitia altas luzes que pareciam boate de cidade pequena em dia de festa. Hoje o Luciano apresenta um programa de video-game na Bandeirantes (eu acho). Já está até com barba na cara e deve ter uns vinte filhos pra criar. Ficou menos cabeçudo, porque cortou aquele cabelão, que inspirou os criadores do Bob esponja, e deu uma crescidinha (bem inha mesmo).

Aos leitores assíduos do Diário Pastel (ninguém), e aos que visitam quando não tem nada pra fazer e clicam errado (O Marcelo e a senhorita Roberta. Ah, agora a Vanessa também, que deu umas esperniadas quando leu algumas coisas por aqui), peço desculpas por estar parado por tanto tempo seguido assim. Deveras estou sem tempo disponível até mesmo para ficar inventando baboseiras.

"Arrivederci, Roma."

A.

segunda-feira, 29 de março de 2004

Neologismo

Beijo pouco, falo menos ainda

Mas, invento palavras

Que traduzem a ternura mais funda

E mais cotidiana

Inventei, por exemplo o verbo teadorar

Intransitivo;

Teadoro,Teodora."



Manuel Bandeira

segunda-feira, 22 de março de 2004

Abaixo o chato!

Definitivamente não existe algo mais irritante do que você estar querendo ouvir a música que está tocando no rádio e ter uma pessoa do lado(ou no banco de trás, como me aconteceu hoje) tentando cantá-la. Ela fica ali, murmurando algumas palavras, ora mais baixo, ora mais alto, meio que resmungando a letra e você não consegue entender nem a música e nem o chato.

Quando ela se impolga, começa a bater os pés no chão, forjando um arranjo de bateria ou então fecha os olhos e, mexendo rapidamente os dedos, acha que está apresentando um solo com sua guitarra imaginável.

Naquelas em inglês é sempre assim: o cara só sabe o refrão (ou parte dele), mas mesmo assim insiste em cantar a música toda, preenchendo os "espaços desconhecidos" com dezenas de "tralalás", "nan-nan-nas" e "diu-ri-dius".

Como diz Montenegro, "todo chato é bonzinho". Devemos preservar a espécie que, infelizmente, ainda está longe da extinção.

A.

sábado, 13 de março de 2004

Chega de Saudade

"Mas se ela voltar

Se ela voltar

Que coisa linda

Que coisa louca

Pois há menos peixinhos a nadar no mar

Do que os beijinhos que eu darei na sua boca

Dentro dos meus braços os abraços

Hão de ser milhões de abraços

Apertado assim, colado assim, calado assim,

Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim

Que é pra acabar com esse negócio

De você viver sem mim

Não quero mais esse negócio

De você longe de mim...

Vamos deixar desse negócio

De você viver sem mim..."

Vinicius de Moraes



Que coisa gay. Que meu clubinho de machões não veja isso. Esse Vinícius devia tá sempre apaixonado. Eu, pelo menos, não consigo fazer nada do tipo sem estar inspirado, e muito bem inspirado, diga-se de passagem. Sem querer me comparar a ele, obviamente. Ele era mais gordo.

Devia ganhar um xá de xana muito gostoso pra poder escrever essas coisas. E o soneto de fidelidade? Rapaz!!!! Devia estar pegando a Gisele Bundchen quando fez!

Tô bem desligado do mundo. Só hoje fiquei sabendo das explosões na Espanha. Tem tanta coisa boa pra se fazer no mundo e esse povo se preocupando em estourar ônibus, trem, sei lá o que. Vão pegar mulher, comer pizza hut, jogar bola, beber cerveja... ao invés de ficarem aí xaropando os outros. Tem dó!

Isso serve pros demais também.

A.