sábado, 12 de março de 2005

Pariah
Depois de incomensurável tempo, minha capa vermelha voltou da tinturaria. Com alguns defeitos, confesso, mas o suficiente para eu me apresentar.
Alilás, ô vidinha difícil, essa de super herói. Ingrata. Levamos a culpa sem tirar proveito.
Fortress of solitude, tô indo.
Tu tu tu tu (...)
A.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2005

Sightless

Mesmo sem a total presença do mais importante dos sentidos (pelo menos pra mim), cobiço parte da minha futura atenção, mais uma vez.

Esse negócio de digitar sem olhar tinha que servir pra alguma coisa. Mas erros em potencial ainda não consigo prever.

Ainda bem que, teoricamente, só enxergo 24 quadros por segundo.

A.







sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005

Evil

Se trocasse o nome ia ficar igualzinho! =D



Soraia - Zéu Britto



Eu queria ter um lança-chamas

Eu queria ter uma fogueira

Eu queria ter somente um fósforo

Eu queria ter uma vela acesa



Pra queimar Soraia

Pra ver torrar seu couro

Pra deixar somente o osso

exposto ao Sol



E depois da meia noite

Soraia vai voltar

Ela vem toda queimada

Se vingar. Se vingar



Eu quero ver

Soraia Queimada

Soraia Queimada

Por que Soraia me queimou



Eu queria ácido sulfúrico

E um litro de álcool Tubarão

Eu queria uma tocha iluminada

Pra deixar Soraia igual carvão



E depois da meia noite

Soraia vai voltar

Ela vem toda queimada

Se vingar. Se vingar



Eu quero ver

Soraia Queimada

Soraia Queimada

Por que Soraia me queimou.



E doeu.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2005

Hidden

Sala da Justiça, ramal 35, Mulher Maravilha falando, em que posso servi-lo? Super André saiu de manhã e não sabe quando volta. Quer deixar recado?!



I can't stand to fly, I'm not that naive, I'm just out to find the better part of me.

I'm more than a bird... I'm more than a plane.

More than some pretty face beside a train.

It's not easy to be me.



Wish that I could cry.

Fall upon my knees.

Find a way to lie.

About a home I'll never see.



It may sound absurd, but don't be nieve.

Even heroes have the right to bleed.

I may be disturbed, but won't you concede.

Even heroes have the right to dream.

It's not easy to be me.



Up, up and away. Away from me.

It's all right. You can all sleep sound tonight.

I'm not crazy. Or anything.



I can't stand to fly.

I'm not that naive.

Men weren't meant to ride.

With clouds between their knees.



I'm only a man in a silly red shee.t

Digging for kryptonite on this one way street.

Only a man in a funny red sheet.

Looking for special things inside of me.

It's not easy to be me.



Superman, Five for fighting.

domingo, 9 de janeiro de 2005

Angry

Oi?!

Alguém por aí?!

Tudo bem?

Então tô entrando...

Eu vi, eu vi. O que? Não sei, mas eu vi, juro que vi! Ah, tudo bem. Ninguém disse que você não viu. Ah bom. Mas aí, o que você conta? Não sei, nada de mais. E aquela viagem? Ah, talvez sáia, talvez não. E sua família? Tá bem. O emprego? Ah, também tá. Então é só isso? Tá, não tá ou tá talvez? Não sei, acho que sim. Então tchau. Ah? Então tá, tchau.



Bu! Voltei. Detesto pessoas que conversam assim. Conheço aos montes. Não vou citar nomes. Sabem de quem estou falando.

Viajar por 13 meses? Estranhão...

A.







segunda-feira, 6 de dezembro de 2004

New members, click here to sign up now

Ah, agora o Diário Pastel conta com mais um adepto! Opa, desculpe. Adepta!

A idéia de colocar o endereço no orkut (isola, bate três vezes, atchim, irgh!) fez o número de visitas semanais aumentar vertiginosamente de aproximadamente zero para duas.

Não era esse o desejo. A príncipio a idéia era escrever para que apenas eu (ou nem isso) lesse depois. Mas hoje, vejam só, estão tentando me candidatar ao IBest. Já neguei três telefonemas do Jô.

Não. Continuo solitário (não sozinho) no meu cubículo, direto da fonte mais amarga, de cima do mais profundo dos penhasco, na mais vívida e alegre depressão a vos (me) escrever.

A.



sexta-feira, 26 de novembro de 2004

Whispering

Ao certo que espiava curiosamente as fábulas e sonhos perdidos. Não importava o quanto pequeno fossem, eram seus e de mais ninguém. Pela terceira vez, corria contra o tempo enquanto a via passar. Bela, sublime e única. Única. Talvez era essa o motivo...

Alou! Desculpem-me pelo tempo afastado. Sento novamente no espaço cibernético que nos rodeia e, assumindo o controle do tempo (?), não respondo pelas minhas futuras atitudes.

Câmbio desligo.

Over.

A.



sexta-feira, 24 de setembro de 2004

Boring

Alguém se lembra da época em que se comprava pela Internet hoje e o pedido chegava amanhã?

Pois é. Quem não é dessa época precisa rezar muito para que as coisas voltem a ser como eram antes.

Há alguns dias pedi um livro na Saraiva usando cartão de crédito e o site ficou marcando dois dias como PEDIDO EM ANÁLISE. Só hoje chegou um e-mail me pedindo para ligar em São Paulo (nem é 0800!) e confirmar meus dados. Pois liguei e não é de ver que a senhorita ainda disse que a administradora do meu cartão vai ter de me ligar em 48hrs para me confirmar mais dados?

Ou seja, aquele "ENTREGA PREVISTA: 2 dias úteis" é só pra dar água na boca mesmo... Segundo a atendente, a postagem demorará cerca de uma semana.

A.

domingo, 29 de agosto de 2004

Olimpíadas



Não aguento mais ver atleta. Toda vez que ligo a TV tem um chinesinho recebendo medalha. Não aguento mais ver medalha e nem chinês.

Sugestões para o Brasil ter ganho mais medalhas: 1) incluir outras modalidades, como palitinho, truco, reco-reco, pega-vareta e bronha! 2) proibir o AGOURÃO Bueno, secador oficial das Olimpíadas, de narrar os jogos. 3) proibir música baiana como animação de torcida.

E eu sei como as meninas do futebol podiam ter ganho das americanas. Deviam ter entrado em campo com aquelas máscaras do Bin Laden. E em natação que levamos um nabo sincronizado?!



A.

sexta-feira, 6 de agosto de 2004

Óbvio utopicum

Existem momentos, penso eu, que passamos por uma espécie de centrífuga. Muitos são os pensamentos que carregamos conosco e esses pensamentos precisam de atenção. Quando não temos tempo para eles, eles nos rodeam até que os selecionemos e decidimos quais deles podemos resolver e quais serão agendados para serem revistos em tempo oportuno.

Assim, a vida, em sua majestosa dança, nos convida para refletir. Nesses momentos precisamos desligar, mesmo que seja temporariamente, para compreender os passos da dança.

Portanto, não se preocupe com as indecisões e inquietações, pois aqueles que estão buscando se encontrar, estão, na verdade, desvelando caminhos. A resposta não parece estar no resultado, mas na maneira como nós nos transformamos para poder atingi-lo.

A.

segunda-feira, 12 de julho de 2004

Stonecold



Enhancing? Não, dessa vez passou longe. À ambientes polares ainda me permito estar aqui, com as mãos intáteis, a poluir esse ciber espaço que me rodeia.

Me lembro das características barrocas, porém teria aprendido melhor se já tivesse anteriormente estado aqui. Os que não sentem os pés no momento, como este que vos fala, saberiam bem o que é isso.

Enfim, dessa vez, sem maiores males a difundir, a fins de propagar o bem estar e o bom convívio social, despeço-me com um frio (?!) aperto de mão.

Salut,

A.



quinta-feira, 1 de julho de 2004

Covenant

Hoje fui contemplado com uma serenata em que gritavam "temos curau e pamonha, o puro creme do milho, pamonha, pamonha, pamonha de Piracicaba." Alilás, acho que o saudoso "O mundo da Lua" foi baseado na minha rua, onde tuuudo pode acontecer. Esses dias foi assalto ao meio-dia à uma agência bancária. Bandidos têm seus direitos. À noite, como qualquer pessoa comum, eles têm que dormir. Afinal, amanhã é um novo dia de trabalho. E, diga-se de passagem, trabalho que dê dinheiro assim, hoje em dia, não se pode descartar.

Ah, um peso a menos. Consegui aprovação em lógica. Agora o próximo passo é mais fácil: me livrar da faculdade!

Vou-me com um abraço efusivo e com uma frase com que os povos antigos costumavam se despedir:

Tchau!



A.

quinta-feira, 17 de junho de 2004

Algumas palavras

Eis-me de volta ao modesto espaço eletrônico que ajudo a poluir, sempre com algum remorso, o mesmo que sinto quando dou partida no carro, liberando gases tóxicos, acho que monóxido de carbono, ou soprando a perfumada fumaça do meu Partagas que o amigo Miro nunca deixa de me abastecer.

Tudo continua como antes. Ninguém faz falta neste mundo, nem no outro, citarei de memória uma das melhores frases de Machado de Assis, tudo é escrito com tinta invisível no nada, tanto neste mundo, como certamente, no outro.

Pra gente ver, as coisas acontecem e ficam parecendo importantes. Semana passada, o George W. Bush, mesmo sendo evangélico, visitou o papa e deu-lhe um presente, a condecoração mais alta que o Estados Unidos concedem a uma personalidade. O papa agradeceu, passou a comenda a um cardeal e reclamou: "O presente que eu queria receber do senhor era a paz".

A.





domingo, 13 de junho de 2004

Crisis

Tava escrevendo algo, mas desisti.

Acontecimentos de ontem ainda me atrapalham.

A.



terça-feira, 1 de junho de 2004

"Cada semana, uma novidade. A última foi que pizza previne câncer do esôfago.

Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas peraí, não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem.



Dormir me deixa 0 km.

Ler um bom livro faz eu me sentir novo em folha.

Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns cinco anos.

Viagens aéreas não me incham as pernas, me incham o cérebro, volto cheio de idéias.

Brigar me provoca arritmia cardíaca.

Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.

Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.

E telejornais os médicos deveriam proibir - como doem!

Essa história de que sexo faz bem pra pele acho que é conversa, mas mal tenho certeza de que não faz, então, pode-se abusar.

Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.

A ! ! cordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde.

E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.

Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou muzzarela que previna.

Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.

Conversa é melhor do que piada.



Beijar é melhor do que fumar.

Exercício é melhor do que cirurgia.

Humor é melhor do que rancor.

Amigos são melhores do que gente influente.

Economia é melhor do que dívida.

Pergunta é melhor do que dúvida.

Tomo pouca água, bebo mais que um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada.

Sonhar é melhor do que nada."





Dizem que é Luis Fernando Veríssimo ...



A.

quinta-feira, 27 de maio de 2004

PAZ



Esse comercial não tem mulher de biquíni,

não tem cachorro,

não tem criança,

não tem bebezinho.



Esse comercial não tem casal,

não tem beijo,

não tem pôr-do-sol,

não tem família tomando café da manhã.



Esse comercial não tem música de sucesso,

não tem efeito especial,

não tem tartaruga jogando bola.



Esse comercial não tem gente famosa

nem garoto-propaganda,

porque esse comercial é pra vender um produto

que ninguém precisa ser convencido a comprar.



Esse comercial é para vender um produto

que você adora consumir,

e que por sinal,

você até já comprou,

só que não estão entregando.



É um produto que não tem marca

nem tem slogan,

não tem embalagem

nem faz promoção tipo leve três, pague dois.



Esse comercial é todo branco

porque, desse jeito,

ele pode ser entendido aqui

e no mundo inteiro.



Aliás, seria muito bom

que esse comercial

pudesse passar no mundo inteiro.

Porque o produto que esse comercial quer vender

é a PAZ.



Enquanto o pessoal que precisa comprar a paz não compra, faça assim:

pegue o estoque de paz que você ainda tem em casa, e use.

Use no trânsito.

Use na fila do banco.

Use no elevador.

Use no futebol.

Paz é um produto interessante, porque quanto mais você usa, mais você tem.



E se todo mundo usar,

quem sabe chegue um dia

em que ninguém mais

precise fazer um comercial

para vender a paz.



Washington Olivetto



A.



sábado, 22 de maio de 2004

Reecontro

Depois de dez meses voltei a vê-la. Bem na minha frente, sentada, carregando o mesmo sorriso absurdo. Foi um simples oi. Não, nem isso. Um “subir e descer” de sobrancelhas. Sabe quando não é necessário mais nada além disso? Um “subir e descer” de sobrancelha carregado de expressões tipo “oi, você por aqui?!”, “nossa, há quanto tempo, hein?!” Mas foi só isso. Pensei em um beijo, desses de tia mesmo, buchecha com buchecha, que às vezes nem se tocam. Mas a idéia passou rápido. Na verdade, meu instinto de homem babão queria abraçá-la bem forte, mas o cheiro do meu remédio contra espinhas falou mais alto.

Não me entendi depois que virei a esquina. Há tempos que não me sentia tão feliz. Uma felicidade irônica, dessas que a gente pensa “eu sobrevivi e parece que você não”.

Não me questiono sobre meus sentimentos por ela. Sem dúvidas, uma parte minha ainda gosta muito dela. Vai gostar para sempre. Com muito carinho. Eternamente. Como dizem: tudo que é pra sempre é uma droga.

-Tenho, sim, muito afeto por você. Nunca vou te ver como uma pessoa comum. Mais nada. Foi bom enquanto “não durou”. Claro que podia ter sido bem melhor.

Fico imaginando o que ela pensa quando lembra de mim. Só mais um? Nem vem. Mexi e mexi muito bem, obrigado, com ela.

Eu estou namorando e você? Será que aquele durou? Acho que não. Talvez tenha se arrependido. Talvez não. Eu estou bem. Talvez melhor do que tivesse com você. Talvez nos topemos por aí um outro dia. Hoje eu te fiz lembrar, não fiz? Vai tentando responder o que você está se questionando. Qualquer dúvida, você sabe, não me pergunte.

A.

quarta-feira, 12 de maio de 2004

None
Ela que nasce
ela que fica
consome e desenha:
- alto lá!
hoje, grita:
- ou eu, ou você.
Sinto saudades.

Dá pra escrever hoje não.
A.