terça-feira, 26 de agosto de 2008

Reinício

Se você faz parte dos 0.63% da população dos meus amigos - ou de gansos mesmo - que sabia da existência do primeiro diário pastel (que de diário só tinha o nome) deve estar se perguntando o porquê da mudança.
Na verdade, eu também estou.

Achei que precisava mudar um pouco o ambiente. O endereço do outro não era muito sugestivo, partindo do princípio que esse será mais aberto ao público. O outro, como mencionei na porcentagem da primeira linha, segundo cálculos de acionistas e marqueteiros, estava com uma média razoavelmente baixa de acesso. O que inclui o fato de eu ter passado o link para 3 ou 4 pessoas ao longo de seus alguns anos de existência.



Os blogs têm o mesmo nome; não que eu não tenha criatividade o suficiente para pensar em outro(talvez não tenha mesmo), mas é que gosto por demais desse. Mostra bastante o conteúdo do site. Diário Pastel! Não soa bem?!
Ah, quanto ao outro, ele continuará vivo. Não tenho coragem e nem autoridade de apagá-lo depois que perdi a senha. Continuará sendo escrito com a mesma frequência exaustiva de sempre, anualmente, e destinada às mesmas pessoas de antes. Ou seja, quase só eu.

Tentarei ao máximo preservar as idéias e, acima de tudo, a vontade de escrever. Como em tempos de promessas, caro leitor, lutarei bravamente (e brevemente) com a preguiça e contra o crônico desânimo da postagem súbita.

Nesse momento em que concretizo a recém-nascida idéia de "migrar" o blog, estou no laboratório de informática da UFG, cujo ar espero estar respirando pelas últimas vezes, pois estou nos meus últimos dias por aqui, puto da vida porque deixei de namorar (na verdade namorei menos) pra vir pra uma maldita aula (de 4 alunos na sala) que o professor cancelou quando eu estava chegando no estacionamento.

Só explicando algo que quase me impossibilitou de fazer isso aqui: A conta do meu gmail não é a mesma do orkut, por motivos longos que um dia eu explico, mas nessa de 30 logins ao longo do dia, eu não sabia, ou pelo menos não lembrava, que tendo uma conta de gmail, automaticamente se tem uma conta de blogger também - o blogspot do gmail. Enfim, como sempre quanto mais eu tento me organizar digitalmente, mais bagunçado eu fico. Não sei como consegui, mas para a mesma conta do gmail, eu tenho senhas diferentes do orkut e do blog. A do email que eu queria linkar com esses dois outros serviços não dá mais, porque detonei essa possibilidade quando apaguei o orkut que tive da primeira vez. Tanto que quando logo no gmail original e em seguida tento ir para o orkut, ele exige o logout da caixa postal. Enfim, eu nem queria mesmo! Uma coisa organizadinha, uma senha pra todos os serviços e todos eles funfando juntinhos assim, agarradinhos assim, apertados assim?! Não, obrigado.

Já chega de escrever por agora, meus alunos me esperam. Só mais uma coisa: os layouts desse blog do gmail são horríveis. Gastei 5 minutos pra me decidir entre uns 6 ou 7 tipos que ele oferece e, desses 5 minutos, gastei 3 com a possibilidade de mandar tudo se ferrar e fechar o navegador. Mas é claro que isso não ocorreu, pois senão vocês não estariam lendo isso nesse momento. As cores e as posições definitivamente não são definitivas! Vou me esforçar para usar as ferramentas que existem aqui para ajudar no visual. Se eu não conhecesse, diria que o google só fez essa parte de blog pra não perder de feio pra concorrência da microsoft e seu myspace. Pelo visto e acabou largando de mão, porque desde que comecei o primeiro Diário Pastel, o visual e os layouts que ele oferece de antemão para seus fiéis usuários são os mesmos! Se tiver como, vou tentar editar tudo com meus abísmicos conhecimentos de HTMLísticos, afinal, é como pinto de japonês: pequeno, mas serve de alguma coisa!

A.

PS: pesquisando pela foto acima, descobri que pastel é uma palavra estritamente brasileira para aquilo que conhecemos por esse nome!

domingo, 24 de agosto de 2008

Sobre o post passado e as derrotas: eu avisei...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

No coins today!
Demorou 10 dias, mas enfim está decidido: de hoje em diante, até o fim dessas olimpíadas, eu nunca mais assisto a nenhum jogo do Brasil. Seja do esporte que for! Inclusive se for alguém da minha família competindo! Não adianta chamar que eu já parei de me enganar!

Ah, por favor! Como dizia vovô, é torcer pro jaca no filme do Tarzan!

Depois do coco que o futebol masculino (é, agora tem que fazer essa distinção) levou da Argentina, que qualquer bobo já tava careca de saber que ia acontecer, vem o Ronaldinho, aquele enganador-mor, medalhista de ouro em futebol ornamental, falar que o Brasil não sabe perder. Vai assistir a qualquer competição que você vai ver que o Brasil não sabe é ganhar!

E com o perdão do trocadinho, eu tô falando é a verdade. Foram muitas as competições que estavam ganhas e que por não saber ganhar "a gente" entregou.
Haha, hoje é o dia do trocadinho: entregamos o ouro pro bandido!

Não tô agourando, mesmo porque nem isso vou mais fazer, mas àqueles que estão a derramar suas últimas esperanças no futebol feminino e no vôlei de quadra, aceitem o meu muito cuidado.

Eu é que não perco mais um minuto de sono (mesmo sem saber o que é isso) com essa bobagem!

E nas Olimpíadas que vem eu vou torcer é pra China! Salve o Yao Ming, salve o Yan Quen Cho!

A.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Return

É bom estar de volta!
Ainda não é 100%, confesso, mas já sinto o velho cheiro do mar.
Um ano, quatro meses e 12 dias foi tempo demais. Demais pra saber que a vida - chame como quiser - às vezes leva e traz coisas repentinamente para que aprendamos seus reais valores.
Esse processo todo de "para valorizar temos que perder" é humano demais pra mim. Prefiria que não fosse assim.
Mas enfim, hoje o dia é de alegria. Além da volta, começam as férias. Que esse regresso possa, então, ser completado ao longo delas. Alilás, eu disse que ela vieram em ótima hora?!

A.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Idea

Estive me lembrando há pouco de uma situação que me ocorreu em uma de minhas viagens. Alguns meses atrás essa.

Depois de caminhar horas sob um sol QUENTE (perdoe-me o português) de uma floresta tropical em Waitako, numa região cheia de montanhas e templos, avistei a que no momento parecia ser a mais alta.
Era umas 16h da tarde e a água tinha acabado por volta do meio dia, quando precisei correr com a Bloody Mary (a mochila) de um grupo de nativos que, segundo o meu sexto sentido, queria algo mais de mim além de fotos de um estrangeiro - algo atípico por ali.

O sol no verão ali dura até as 22h. Quando as cenas descritas ocorreram, ele estava a pino e o suor já estava tornando a roupa encharcada. Fui subindo o lugar na ânsia de encontrar alguma casa de tapume ou coisa do tipo que pudesse me vender um pouco d'água. Acredite, eu trocaria meu carro por uma coca gelada naquele momento (ou minha bicicleta por uma garrafinha de água). Ainda mais porque é altamente recomendado não beber água de qualquer outra fonte naquelas regiões que não seja industrializada. Eu descobriria o porquê disse mais tarde.

Muito tempo se passou e para felicidade total desse que vos escreve (pelo menos naqueles instantes) encontrei um vilarejo com alguns casebres de uma espécie de palha marrom e algumas dúzias de crianças correndo atrás de uma bola oval (ali o esporte definitivamente não é o futebol. Leia-se rugby). Nem me interagir eu poderia; Eu não sabia uma regra daquele jogo e a bola não tinha cara de que fosse quicável (Michael Jordan, Kobe Bryant, does anyone know one of them?!)

Uma delas ao me ver escorado por perto, veio em minha direção e balbuciou palavras: "water, hã? water?" Meu deus! Que vontade pegá-la e enchê-la de beijos. Fiz um gesto consentindo com a cabeça e eis que ela e muitas outras foram correndo pra dentro das casas rindo e se estapeando pra ver quem chegava mais rápido.

Muitos segundos depois uma delas saiu - não me parecia a mesma com quem eu tinha falado antes - e dizendo "Is coming, wait", consenti novamente. A sede, que era insuportável, já estava com seus minutos contados.

Os meninos voltaram mais uma vez se pegando entre si e metade da minha desejadíssima água caiu no chão. Mas foi o suficiente para chegar em mim uma garrafa com cerca de 300ml. Era de metal enferrujado, a água estava saindo fumaça, totalmente amarela e acredite, parecia ter algumas coisas se mexendo dentro dela: Vibriões, parasitas, lactobacilos, platelmintos, nematelmintos, o caralho que seja.

Todos olhavam pra mim sem piscar e eu sem saber o que fazer com AQUILO. O filha da puta do sol parecia mais castigador do que nunca, a poeira já estava atrapalhando o crepúsculo devido à época do ano e meu corpo nem sequer respondia mais aos comandos que para qualquer ser vivo seria uma brincadeira.

Eu não sabia o que fazer! De uma forma ou de outra não poderia simplesmente descartar aquilo, jogar no chão e ficar por isso mesmo. Não sei o que esse gesto significaria para os pequenos. Alguns momentos se passaram até que fechei os olhos e num golpe súbito (de inteligência... ou não) joguei aquele mijo borbulhante no cabelo.

Disse
"thank you very much" e foi só o tempo de as crianças sorrirem pra mim, me virei pra trás com as costas encharcadas e continuei o meu destino rumo ao alto da montanha com o corpo incrivelmente restaurado (só não me perguntem o porquê!)

A.
Idea

Estive me lembrando há pouco de uma situação que me ocorreu em uma de minhas viagens. Alguns messes atrás essa.
Depois de caminhar horas sob um sol escaldante de uma floresta tropical em Waitako, numa região cheia de montanhas e templos, avistei a que no momento parecia ser a mais alta.
Era umas 16h da tarde e a água tinha acabado por volta do meio dia, quando precisei correr com a Bloody Mary (a mochila) de um grupo de nativos, que segundo o meu sexto sentido, queria algo mais de mim além de fotos de um estrangeiro - algo atípico por ali.
O sol estava a pino e o suor já estava tornando a roupa mais pesada do que ela realmente era. Fui subindo o lugar na ânsia de encontrar alguma "oca" ou coisa do tipo que pudesse me vender um pouco d'água. Acredite, eu pagaria uma fortuna por isso naquele momento. Ainda mais porque é altamente recomendado não beber água de qualquer outra fonte naquelas regiões que não seja industrializada. Eu descobriria o porquê disse mais tarde.
Muito tempo se passou e para felicidade total (pelo menos naqueles instantes) encontrei um vilarejo com alguns casebres de uma espécie de palha e algumas dúzias de crianças correndo atrás de uma bola oval (ali o esporte definitivamente não é o futebol). Nem me interagir eu poderia; Eu não sabia uma regra daquele jogo e a bola não tinha cara de que fosse quicável.
Uma delas ao me ver escorado perto delas, veio em minha direção e balbuciou algumas palavras: "water, hã? water?" Meu deus! Como eu quis pegá-la e enchê-la de beijos. Fiz um gesto consentindo com a cabeça e eis que ela e muitas outras foram correndo pra dentro das casas rindo e se estapeando na vontade de chegar deixar o coleguinha para trás.
Alguns segundos depois uma delas saiu - não me parecia a mesma com quem eu tinha falado antes - e disse "Is coming, wait". Consenti novamente. A sede que era insuportável já estava com seus minutos contados.
Os meninos vieram se estapeando e metade da água caiu no chão pelo caminho, mas foi o suficiente para chegar em mim uma garrafa com cerca de 300ml

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Nonetheless

"Não lembro mais do rosto ou dos cabelos. Muito menos do nome da minha primeira namorada. Janaína, Paula, Sheila, Ana, não sei. Esqueci por completo a graça da menina. Os pezinhos, porém, permanecem vivos e nítidos na memória tarada e louca. Dedinhos delicados, cadenciados e muito bem desenhados. Tinham o tamanho, o passo e a desenvoltura na medida certa. Não preciso de foto. Descrevo-os como se os visse agora. Quanto à mocinha, nem a cor dos olhos...


Depois dela, nunca mais enxerguei pés parecidos. Por causa dela (ou deles) reajo indignado com mulheres que não cuidam dos pezinhos. Vejo a dedicação pelo par da sustentação como necessidade básica da vaidade feminina. Isso a primeira namorada tinha de sobra. Além de beneficiada pela natureza, os paparicava com cuidado extremo. Eu adorava. Agradecia a Deus por dormir agarrado a eles. E nada mais importava. A ponto de esquecer da própria companhia. Claro, o lapso de dedicação decretou o fim do namoro. E a perda de contato.

Por muito e muito tempo, jamais mais a vi ou soube notícias. Não que eu sentisse falta dela. Nada disso. Sentia a perda dos pezinhos. E só deles. Finalmente os reencontrei em uma grande livraria da cidade. Curtia uma tarde de folga. Circulava por obras de arte e arquitetura, absorto em pensamentos e palavras, até que pezinhos docemente acomodados em havaianas cor-de-caju me fizeram reviver o passado. Eram eles. Ou melhor, era ela, quem eu nem lembrava mais do nome.

- Oi...
- Oi... (pausa) Eduardo, Edu, é você? Como tá diferente! (espantada)
-
(isso é bom ou ruim?) Sou eu, sim. Como estão as coisas?
- Tudo bem. Pôxa, nunca mais soube nada de você...
- Não achei que você se importasse com isso.
- (riu sem graça)
(silêncio constrangedor)
- E aí casou?
- Que nada. Sou uma mulher complicada, você sabe...
- (Sei?) Posso te convidar para um café?
- Não tenho muito tempo, mas...

(meia hora de amenidades, dois capuccinos e uma garrafa de água mineral sem gás depois)

- Olha, sei que a gente não se vê há muito tempo, muita coisa mudou e tal. Mas quer se casar comigo?
- O quê? Eduardo, o que você está dizendo? (incrédula)
- É sério. Quero me casar com você.
- Por quê? Com assim? Você está louco??
- Eu perdi você uma vez e não quero perder de novo. (dissimulado)
- Tá, mas e daí? A gente não se vê há mais de 15 anos, a gente nem se reconhece mais, Edu. As coisas não são assim, me desculpe.
- Não importa.
- Claro que importa. Olha, você precisa se tratar, me desculpe.

E lá se foi embora, de bundinha empinada, rebolado para lá e para cá e pisadas agressivas. Os pezinhos, aqueles ingratos, a seguiram junto. Para mais uma vez me abandonar. Mas acredito que se eles pudessem se desprender da dona, viriam correndo (sem trocadilhos) para mim. E ela que se danasse. Vagabunda..."

A.

terça-feira, 18 de março de 2008

Countdown

- Que pedrada!
- Que foi isso?
- Um pombo sem asa?!

Não foi dessa vez, mas confirmo que o dia está cada vez mais próximo. Mais do que nunca, para abraçar o que dizem, é uma questão de tempo.
Desvelar e adentrar caminhos têm sido o resumo de toda a ópera. Já era em tempo a sua volta.

- Calma, gente. Vocês são os maestros; eu só carrego o piano.

A.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Regret

O homem sábio conserta seus erros de observar os do próximo, já dizia o ditado! Ou algo assim. O passado é reescrito nos dias do presente de maneira sã e de forma oblíqua. Bastante óbvio se não fossem as palavras sobrepostas falando por si mesmas. Pobre diz que não tem nada, mas quando dá enchente diz que perdeu tudo. Auspicioso e canhestro.
Como se já não bastasse, vêm fazendo cerão em dia que não lhe é devido, ora essa!

A.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Finding out


Esses dias passei em frente a um lugar que dizia “ateliê odontológico”. Pensei por algum tempo o que aquilo poderia significar, mas achei melhor parar antes que chegasse à alguma conclusão.

E noutro que vi uma placa que dizia “artefatos sensuais”. Meu deus, tucanaram o sexshop!

Nesse momento me encontro namorando a chuva que cai lá fora. Depois de dias de temperaturas sísmicas, ela resolveu aparecer. Não me fiz de rogado e corri ao seu encontro. Estava quente demais pra ser orgulhoso.

Enfim, acho que consigo ver um caminho para as coisas. Lá longe, mas já dá pra ver.

A.


Ando por ai querendo te encontrar

em cada esquina paro em cada olhar

deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar

que o nosso amor pra sempre viva, minha dádiva

quero poder jurar que essa paixão jamais será palavras

apenas palavras pequenas

palavras, momento... palavras ao vento...


Cássia Eller – Palavras ao vento


sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Só de sacanagem

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de
dinheiro; do meu dinheiro, que reservo duramente para educar os meninos mais pobres, que eu, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas
não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: "não roubarás", "devolva o lápis do coleguinha", "esse apontador não é seu, minha filhinha".

Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha ouvido falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.

Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo
sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!

Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba" e eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez.
Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.

Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto,
desde o primeiro homem que veio de Portugal".

Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? Imortal!

Sei que não dá para mudar o começo
mas, se a gente quiser,
vai dar para mudar o final!

Elisa Lucinda

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O nariz de palhaço

Sempre me abstive de manter qualquer tipo de relação com a política, desde discursos inflamados até a mais infame das piadas. Mas na situação em que me encontro, não vejo outra solução a não ser me envolver no bacanal.

Não aguento mais as pessoas falando da absolvição do Renan - quando não dizem absorção do mesmo! Porque o Renan roubou, porque ele é corrupto, porque isso ou porque aquilo.

Tá, espera. Você leu alguma das 5435 páginas do processo que estava lá contra ele, aberto pra TODOS verem, e baseado nessa inefável leitura, seus argumentos estão sendo baseados? Eu não sei, mas apostaria no não.

Você que se diz muito justo, muito honesto, impassível de corrupção, detentor do título anjinho cabaço do ano, não está podendo falar XONGAS do que está acontecendo. Baseado no que o Bonner fala, no que o Mainardi escreve e no que o Povo diz, até meu avô que se encontra no momento em estado máximo de putrefação da matéria conseguiria formar esse tipo de opinião MESQUINHA contra qualquer indivíduo por aí. Basta um tanto de idéias pré-formadas, um monte de impropérios e um bando de semi-analfabetos repetindo a mesma ladaínha que você já está contra um sujeito que você mal sabe o cargo que ele ocupa.

Não que eu esteja defendendo alguém, longe disso, mas o que eu não suporto é ignorância e o desconhecimento. Não fale só por falar, meu amigo. Tenha enbasamento das suas idéias, leia, reflita, corra atrás. Só o que a charge do Jornal Nacional diz não vai lhe contribuir com nada.

Se ele é corrupto ou não, antes de atirar-lhe as pedras, veja os adultérios que você mesmo comete. Se ele roubou milhões, é porque ele está lá em cima. Enquanto você não o alcança, contente-se não jogando lixinho pela janela.

A.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Bis bald
Que paz é essa que tanto buscamos? Defina-a, por favor.

- Ok. Momento tranquilo o qual não temos problemas, ou esses, se existissem, estão dentro do nosso escopo de esforço.

- Ainda falta mais. Muito mais.

A paz é algo subjetivo. Talvez a mais subjetiva das sensações. E quantos tipos de paz podemos contar? Quais os tipos queremos pra nós? De quais já abrimos mão, já deixamos de lado, jogamos totalmente a toalha e nos conformamos, "essa paz pra mim não serve!" Quem sabe pra VOCÊ seja de mais valia?!

Devemos ponderar muita coisa quando falamos de paz - que por si já é uma palavra escorregadia até de ser pronunciada. Há os custos, dificuldades, os inúmeros níveis de esforço e, por que não dizer, o tempo de duração. Eu, por exemplo, não quero alguns tipos de paz que duram para sempre. Não mesmo!

Paz: palavra pequena, mas tão desejada e invejada que chega ser sinônimo de contradição. O quanto não é destruído, deixado de lado, perdido para que ela seja alcançada? Nos livrando de seus variações por momento e retraindo-nos exclusivamente à palavra, quem de nós não quer possuí-la? Eu quero e, se possível, rapidamente (sem muito esforço também).

Agora começo, enfim, a entender os motivos doutrino-gramaticais de tanta economia gráfica e os de tanta complexidade por aforas.

A.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Riddle
Baseado em um diálogo ocorrido agora há pouco entre mim e um atendente da NET (depois de quase 10 mins. de espera):

- Boa tarde, eu queria comprar um evento pay-per-view.
- O senhor pode confirmar seu código NET?
- Sim claro
(apesar de já tê-lo discado anteriormente). Meu código é (número de 12 dígitos).
- Um instante só por favor... ("instante") o senhor pode me informar sua função no condomínio?
- "Função"?
- Sim. Função. Se o Sr. é síndico, administrador...
- Sou proprietário.
- Proprietário?
- Sim. Proprietário.
- Um instante só por favor...
(mais um "instante") senhor, como sua NET é condominial, para adquirir um evento pay-per-view, é necessário mandar um fax 72 horas antes da exibição, assinado pelo síndico ou pelo administrador do condomínio, solicitando a compra para o seu apartamento.
- Quer dizer que se eu decidir agora ver uma atração que vai ser exibida daqui a 2 horas no pay-per-view, eu teria de procurar meu síndico em pleno domingo e, de quebra, voltar no tempo para mandar um... fax?
- São normas da empresa, senhor.


No fim das contas (váááários minutos depois) eu consegui comprar (ou seja, pagar) o evento sem passar o tal fax, mas só porque sou um cliente com um histórico de bom comportamento (ou seja, bom pagador). Contudo, o atendente deixou claro que o favor era deles.

- Senhor, estaremos liberando (sic) o evento em caráter excepcional dessa vez, mas na próxima, não abriremos mão do procedimento, ok?

A.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Bald
Sou o seu anti-herói heróico: o seu personagem favorito!
Ouso dizer, por vielas mal frequentadas: eu trabalho na sombra, na dissimulação. Faço o papel daquele por quem você espera.
Faço dupla com o meu outro eu, meu alter ego; meu espelho.

Acaba essa bobagem messiânica em que muito se acreditou. É o fim, o começo, é a crise.
A crise. Ela ensina, humaniza, mistifica. É uma aula de teatro: é boa para conhecer tipos humanos. Temos de tudo - uma galeria de personas, de máscaras, de bonecos de engonço, de mamulengos, temos um reality show sobre a vida, o desfile de caras, de bocas, de mãos trêmulas, de risos e choros constrangidos. Temos as vaidades na fogueira e os apelos à razão.

A.

sábado, 30 de setembro de 2006

Sneeze
Parei um dia desses em frente à uma placa que dizia "proibido entrada de pessoas estranhas". Fiquei a pensar sobre aquilo; pra quem seria aquela mensagem? O que é ser estranho? Que coisa mais abstrata! Eu tenho uma tia vesga que fala sozinha. Seria pra ela?
E eu que já me acostumei a gostar de músicas que odiava. Já não me causa espanto nenhum me pegar assoviando aquela música que eu detestava. Se já não bastasse acordar com ela na cabeça, pior é ter que ir cantarolando-a pelo caminho. E geralmente só sei o refrão(quando sei!). Além de chata, de eu não gostar dela, só saber o refrão, é no final de tudo, mudar de opinião. Todo um pensamento, uma base indutiva e um passo hipotético... Todo um alicerce compondo uma opinião traçada por argumentos muito bem formulados. Para que? Para nada. Agora eu gosto da música. Já era, tudo jogado fora.

A.

quarta-feira, 22 de março de 2006

Fortress
Meus textos, palavras, sentimentos: meu refúgio
A solidão do espaço, cheio de todos que me rodeiam
Espaço psíquico, lugar atroz
Doce sinfonia no prelúdio do nada, de nada.
Nao há tantas coisas assim entre o céu e a terra:
O meio é só aquele suporte chato e redundante
que completa poemas.
O meio, por seu meio, não serve de nada.
Nem mesmo de meio.


A.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Turkey leg
Final de ano: Locução adverbial temporal; masculino; época em que todos ficam TEMPORARIAMENTE bonzinhos e bobinhos(é o disfarce, é o imbecil essencial em recesso provisório. Só o vexame é autêntico num homem), fazem promessas eternas que duram cerca de 2 semanas (quando duram), se entopem de bebidas e peru (os que podem, claro) e enchem hospitais com queimaduras de 3º grau.
Apesar de recheado desses e de outros ingredientes, até gosto desse tipo de festas: nos proporcionam feriados prolongados.
Aquela história de aguentar até a meia noite do dia 24 para poder abrir os presentes também era legal. Costumava me segurar, entre dezenas de bocejos, apelando para café e água no rosto, só para não ter que chegar no dia 25, com a árvore já toda vazia, e abrir o presente sozinho, enquanto todos ainda dormiam de ressaca.
Ademais, a verdade é que passam-se os anos e continuamos os mesmos. Frágeis, fortes, desgostosos e esperançosos. Mas os mesmos. Planos aos montes para o ano que começa. Engraçado notar que eram quase os mesmos do ano passado, mas que por descuido ou qualquer outra desculpa que não cabe lembrar no momento, não puderam ser exercidos.
Dizem que o facil não é comemorado. Descordo. Mas, partindo dessa máxima, desejo a todos um final de ano decente e, que no decorrer dos próximos anos, se tenha mais motivos para comemorações. E que não aguardemos, ansiosos, o seu término.
A.