quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Galináceos e pervas de minha vida,

dessas semanas pra cá, confirmei algo que tinha comigo desde que eu era apenas um pequeno nariz: Não tenha contatos; tenha amigos.
Nessa de querer fazer milhares de coisas ao mesmo tempo, como diz minha vó, acabei por me enrolar nos cabelos da própria perna. Fiquei doido! Afazeres que levam, em média, 2 meses, fiz em 2 semanas. Outros que pedem 5 meses, fiz em 8 dias. O motivo por eu não estar postando de um sanatório vestindo uma camisa branca PP lavada com Omo se deve aos meus super miguxos.
Com telefonemas, emails, explicações e súplicas, reuni em alguns minutos uma turma de super-heróis que me ajudaram ao longo desses dias no que foi possível. Até agora, se tudo está dando certo, grande parte do mérito é de vocês. Fica aqui meu muito obrigado! :)

O final do ano se aproxima. Dá pra ver pelo clima tenso da faculdade, pelo mau humor de começo de horário de verão e pelas portas de lojas se enfeitando para o Natal. É uma época de que, pessoalmente, gosto muito. Me lembra feriados, comida, amigos e reflexões.
Falando nisso, esse feriadão último que teve, trabalhei todos os dias pelo menos 12 horas. Deu pra pensar um tanto nos rumos que minha vida tem tomado. Alilás, adoro me contradizer: vieram coisas e conceitos novos e algumas das idéias que eram concretas não existem mais. Como dizia Raul, "duas horas da manhã recebo nos peitos um triptanol 25 e vou dormir quase em paz." Essa musga está na minha cabeça desde o começo de toda essa muvuca.

Eita, preciso desligar. Depois continuo a escrever.

Ósculos.

domingo, 24 de outubro de 2010

Mais uma!


Olá, homosexuais de plantão! Hoje obtivemos mais uma vitória! Preciso ser rápido, não tenho muito tempo pra escrever. Perdoem a falta de detalhes!

Sexta passada fiquei sabendo que fui chamado para a prova física de um concurso federal. André, como vc não se preparou antes, camarada? Me preparar como, se eu tinha chutado metade das questões que valiam peso máximo? Fato é que acertei 90% delas e lá estou bem classificado, entre os primeiros! Sábado, então, começava minha saga.

Durante a semana não consegui correr no tempo hora nenhuma. Tudo doía, as pernas cansavam, não entrava ar. Era a mesma prova que a policia federal tem que fazer. Quer mais?

Já sabendo que se eu continuasse a treinar ia me machucar, não ia dar conta e abalar meu emocional, chutei no último treino e descansei sexta e sábado! Sempre com pé atrás pensando que poderia estar treinando. E ontem, pra piorar, tive uma discussão com a namorada. Ai que pensei não dar conta mesmo.

Amanheceu chovendo, muito frio, sair da cama 6h pra ir CORRER não era a idéia de um fds legal. Mas fui. Lá tinha um monte de gente querendo me por pra baixo. Falando que não ia dar, pra que que a gente tava lá, que a pista tava molhada e mimimi. Fui pro ringue. O fiscal não me deixou usar o cronômetro! Como eu ia ter noção de como eu tava indo? Se podia ir mais devagar ou se teria que ir mais rápido? Paciência.. Ja tava dando tudo errado mesmo.

Nao teve um do lá sí e já! A buzina tocou sem ninguém estar  preparado. Vamo que vamo.Garrafinha d'água na mão é claro! Cansei na primeira volta (eram 6 de 400m). Uma dor que eu não tinha sentido antes. Devia ser por causa da tensão.  E eu acreditando que a adrenalina ia me ajudar. Hormônio desgraçado! Esvaziei metade da garrafa. Pessoal já tava lá na frente. Alguns (aqueles que não iam dar conta mesmo) pra trás. Fazendo de tudo pra não perdê-los de vista. Mas não adianta. A briga era comigo, não com eles. 2 voltas. Tô arrastando de dor. Não vou dar conta. Desiste, André. Não, vou completar a 3a, daí eu paro. 3, ainda tô respirando. Mas não dava mais. Ou eu andava ou desabava no chão. Andei por uns 10 seg. Esvaziei mais um tanto da garrafa. Nao tinha noção do tempo do relógio. Se eu perder, vou perder como homem. Corri mais uma volta. Tive que andar de novo. Não tava dando de novo. Da 5a pra 6a eu ja achei que a buzina fosse tocar de novo porque eu tava demorando muito. E na MESMA hora o primeiro lugar passou por mim completando a 6a volta dele. Terminou pra ele. O fiscal vira e fala: amigo ai de azul, vc pode parar, terminou pra vc. E ele: Não, vou dar mais uma volta pra descansar. Deus me falou: O seu gordo burro, tá vendo esse careca ai que te deu uma volta? Segue ele que vc vai conseguir.  Mas segue que nem homem, PORRA! Vc tem que me ajudar a te ajudar!

Coleguinhas do céu. Imagina duas perninhas doendo! Nao importei com isso na hora. Estiquei igual quando vc vai contar passos largos. Grilei de vez com a garrafa e joguei ela no meio da grama! Não corri. Sai pulando, na verdade, igual salto triplo. E a pista nao andava. E eu corria mais. Adentrei a ultima reta. E a buzina nao tocou. Pensei: Porra, vai dar, vai dar, vai dar! Caralho, DEU! cruzei a linha. Perdi os sentidos. Cai no chão fora da pista, na grama. A buzina tocou depois de uns 5 seg, eu imagino. Vieram os paramédicos gritando: volta pra pista, volta. Acho que um dos fiscais no começo da prova tinha dito que se fôssemos cair era pra cair na pista. Eu me arrastei até ela. E me levantei. Eles ficaram olhando pro gordinho e eu tentando me equilibrar, quinem seu pai quando chega chumbado em casa tentando acertar o buraco da fechadura. Só lembro de ter perguntado se aquele lugar tava bom pra eu cair, já que na grama não podia. Esse pessoal do Greenpeace, vou te contar. A moça vendo minha situação: Vai, cai ai logo. Desabei. Quando abri o olho, vi um cabelo loiro, uma moça linda com aquele galão de oxigênio perto de mim. Pensei: ai, morri e tô no céu. É uma anja que veio me buscar. Mas anjo não tem roupa! Cadê papai do céu? Ai vi um negão 3x2 do lado dela e logo afastei na hora. Anticlimax fudido! Vai que a respiração boca a boca era com aquela coisa horrenda. Mugi algo como: to bem, nao preocupem. Mas é igual viciado em droga, né? Tá caindo de tonto e fala que tá bem.

O anjo loiro falou pra eu respirar, eu acho, pra continuar deitado. Olhei por cima do ombro e o pessoal(aprovados e não aprovados) ja tavam indo embora. Porra, andré, que vergonha, meu irmão. Que ceninha idiota. Levanta essa bunda gorda dai e vai comemorar. A mocinha me ajudou a levantar, a tirar o barro das costas até eu ir ver a prancheta com a indicação de aprovação. Sei que eu queria dar um beijo no fiscal. Eu não sabia se chorava, se procurava o celular na mochila pra mandar msg em massa, se tomava água. Aliás saliva era uma coisa que eu não tinha desde os primeiros 100m. Acho que me dei por mim quando cheguei no estacionamento.

Acho que Deus tá meio fora de forma pra correr tbm. E nessa mandou o careca que deu uma volta a mais pra me ajudar. Não tem cabidura um cara fazer uma prova exaustiva daquele jeito e correr 1/6 a mais pra fazer graça. Agora tô deitado, acabei de comer horrores, beber muito refrigerante e empaturrar de chocolate, coisa que eu nao fazia há 1 semana, pra emagrecer e ajudar o coração nas corridas. Pelo visto adiantou! Assim que eu soltar esse teclado, devo desmaiar nessa cama. A sensação de vitória e principalmente a de autosuperação é indescritível. Eu não pensava no salário, no futuro profissional, em deixar o emprego chato quando eu estava correndo, mas nos amigos. A cada passo dolorido que eu dava eram as pessoas que eu amo me falando pra não desistir. Confesso que durante a semana toda e em boa parte da corrida eu fraquejei. Mas graças a Deus, Che Guevara, o Cosmos, forças divinas do Olimpo, chamem do que quiserem,  fui agraciado com a vitória. É mais uma que a vida usa pra me cutucar e me chamar de homem de pouca fé!

Beijos a todas e peitinho nos bibas!

A.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Olá, meus caros e baratos leitores.

Falando em barato, é pensando em você que as linhas de hoje estão sendo feitas. Você que não vale o que o gato enterra, que não honra suas calças e que não vale 1 vintém furado. Que cresce na vida às custas dos outros, que faz caridade com o chapéu alheio e goza com a caceta dos outros! Sim, parabéns, você ganhou um post aqui no Diário!

Saiba, seu bobo filho de puta com viado, que o mundo só está assim hoje, pobre e fudido, porque existem pessoas como você. Meu pai já dizia que um dos piores erros da natureza é a incompetência não doer!

Desdobrando e explicando a penetração introdução acima, ontem, domingo de sol e calor (fui para o clube beber e cantar, by Zezé), fui trabalhar numa carreata política. Já tinha visto alguns colegas motociclistas fazerem esse trabalho idiota, mas euzinho, 80kg de pura gostosura, foi a 1a vez. Sim, perdi o lacre da pior maneira possível!
Qual o meu/papel dos colegas em uma carreata? Permitir os filhas-da-puta participantes o que é proibido para os cidadãos de bem. Sim, eu que me gozo orgulho de ser o certinhobatráquiocabriocáriosuperandré recebendo meu humilde salário pra fazer o que é errado.

Cara, e é um circo felomenal! Com direito a abertura das cortinas e aplausos do público de pé.
Uma caterva de puxa-sacos dentro de seus veículos plotados de rostos angelicais supersorrindo apertando a buzina. Aliás, descobri ontem que foi o diabo quem fez esse instrumento! Fui obrigado a acompanhá-los e a  permitir que avançassem os semáforos vermelhos e a atrapalhassem a vida de centenas de moradores/condutores inocentes por onde a horda passou. E sabe o que é mais legal em tudo isso? Que alguns dos colegas motociclistas citados ali em cima estavam participando dessa corja toda aí, de graça, em busca de um potencial favor.

Propaganda política na TV, receber meia dúzia de reais pra ficar segurando um pau com a cara de um filha da puta desses, pregar adesivinho escondido no carro dos outros, participar dessas carreatas imbecis por causa da promessa/garantia de algum benefício? Ah, valhe-me deus. Puxar saco nunca fui comigo. Aliás, quando criança, na hora de apanhar, que é a hora mais temida por um filho, eu subia a voz na tentativa de intimidar o meu gran-agressor, ao invés de adulá-lo e pedir clemência, na tentativa que ocorresse um abrandamento e intervenção divina no peso da havaiana de pau. Não é depois de velho que vou tentar agradar alguém em troca de alguma coisa. Pra mim, um bando de ratos sujos correndo atrás de um pedaço de queijo podre.

E como se já não bastasse tudo isso que, na maioria das vezes, é subsidiado com o dinheiro dos impostos daqueles que trabalham, muitas coisas são deixadas de lado pra custear o espetáculo. Exemplos? Nessas épocas de eleição faltam combustíveis nos carros de órgãos do estado porque são destinados a abastecer a turma que se propõe a participar da carreata. Participou? Teve o tanque cheio! Os agentes de trânsito têm seus palmtops e blocos detidos pra não autuarem os cidadãos e comprometer o voto do candidato do governo atual.(DICA: O órgão fiscalizador  de trânsito está assim, caros condutores, cometam infrações à vontade até o dia 03 de outubro que nada lhes ocorrerá, eu AGARANTCHO!). Fico pensando se um dia eu precisar ligar pros bombeiros socorrerem um parente meu que está morrendo, mas não tiver gasolina pra chegar até aqui, porque foi usada na carreata do político tal.

Entendo agora, Victor Hugo, quando escreveu Os miseráveis.

Sem beijos por hoje.

A.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Letargius preguiçoides

"Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio vento na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade."
Bom Conselho - C. Buarque

Me impressionei-me comigo essa semana: fui 4 dias à faculdade. Se-gui-dos! Segunda, terça, quarta e quinta. Mesmo estando de mal daquele lugar! Concordem comigo que hoje, sexta-feira, véspera de dois dias de trabalho de 12hrs cada, eu mereço descanso.
É, estou chateado com a vetusta, sim. Emburrado quinem criança.
Não, nenhum motivo em especial. É que ainda preciso me adaptar à essa rotina; não é fácil voltar pra sala de aula depois de já brutalmente estuprado pelas pregas do tempo 5 anos em uma universidade. Aguentar professor lendo coisinhas com os alunos, dando estrelinhas de bom menino, fazendo chamadinha. Ai que cãibra! Às vezes a baixa faixa etária da minha sala (e do curso de direito em si da ufg) me preocupa um pouco. Eu não tinha maturidade alguma quando entrei na computação que, por si só, não era um "curso da moda". Imagino o pessoal de hoje fazendo os direitos e medicinas da vida por imposição, só pra concursos ou pelo gramooouur.
E na boa: direito(como muitos outros cursos) não precisa de aula presencial. Se fosse cirurgia, ou áreas afins, tudo bem. Particularmente, aprendo muito mais em casa. Já dizia o gran macho, hulk-mor Renato Russo que disciplina é liberdade.

Essa semana, por ter me doado aos estudos, não pude me dedicar muito aos relatos da Pata. Pra quem ainda não sabe, faço planos de descer de carro até a Patagônia, mais especificamente até Ushuaia(procure no mapa, mas não se assuste). É, todos sabem que gosto desses programas uga-uga. Pra mim, quanto menos informações, verbas e família perguntando, melhor. Bloody Mary, minha mochila, já tá que não se aguenta no armário. Mais informações aqui futuramente. Ou quando eu for, sei lá!

Me deu fome. Outro dia escrevo mais!

Beijos pras loiras!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

HQEH

Acho que naquela fila que deus faz pra distribuir missões, expiações, dons e privilégios, recebi apenas uma ordem: "Você será homem!". Fiz a besteira de retrucar o todo-poderoso. Ô, Barba, aí não, né? O senhor está muito obsoleto. O mundo hoje é gay! Vai ser duro ser macho desse tanto. O grande sábio do universo, conhecedor de tudo, sabedor de todos os pensamentos, compadecendo-se de mim, completou: "Além de homem, vc será HQEH". Aí eu me fudi de vez!

Com o passar do tempo vi que hoje eu até agradeço. Aliás, se o velho barbudo me fez um favor, foi esse! Não estou falando da minha hérculea masculinidade, dos meus poros que transpiram testosterona com açaí ou inquestionáveis dotes capazes de proporcionar prazeres infinitos a uma baleia azul, mas do meu jeito HQEH de ser. (HQEH - homem que é homem). Não sabe o que é HQEH? Depois que ler o meu texto, leia esse aqui.

Antes que os mais afeminados se exaltem, aqueles que curtem Justin Biber, dão risadinhas "kkkkk" no msn, batem o pezinho quando ouvem Go West do Pet Shop Boys ou choram no final de filmes românticos, eu já adianto: ter a trissomia YYY não é fácil!

Pra vocês terem uma idéia, não me lembro da última vez que comprei roupas pra mim. Tirando meus tênis de basquete, minha camisa preta do Schweinsteiger e minha cueca do Tigrão amigo do ursinho Puff, deve ter anos que não faço compras. Sou tão HQEH que a locução "fazer compras" já me soa altamente homossexual. Aliás, eu deixei de compras meus filmes do Charles Bronson na Amazon porque tinha uma mensagem "boas compras". Deus, pra evitar que eu só andasse de havaianas trocadas e camisa do cartão de crédito, me deu mãe, irmã e tia que me gracejam com roupas legais. Embora, muitas das vezes, me recuso a usar ao ver a quantidade de casas decimais que alguns pedaços de pano custaram.

Escrevo sobre isso hoje, após acontecido um fato que me fez pensar sobre o assunto: depois de chegar cansado da academia(coisa de HQEH), sentei o braço num bule de café. Pras pessoas normais, a visão do inferno. Era aquela gosma preta fedida pela cozinha inteira. Pra mim, HQEH, apenas mais uma de amor. "Mãe, tô atrasado pra faculdade. Fiz uma arte aqui, se a senhora não se importar, quando eu chegar eu limpo. Senão, amanhã a diarista vem e dá o grau".

Sobre o meu quarto: pior que puteiro cubano. Ok, não é tanto assim: A bandeira da Austrália e o quadro do Che dá pra ver logo que entra. Às vezes, a televisão grande e o saco de areia com o emblema da SWAT ficam meio camuflados entre as roupas sujas, as limpas, os travesseiros, a toalha de banho molhada e a Jenny, minha boneca inflável. Dia desses, o Clark Antonio, meu pitbull anão, foi dado como perdido por 3 dias até eu resolver arrumar o quarto. Sobreviveu comendo Doritos  do mês passado que tinha no chão.

Devido à minha desenvoltura atlética, cara de macho e braços fortíssimos(HQEH), algumas namoradas me cobram saber dançar. Aliás, muitas têm a presunção de falar que para atingir a perfeição, só falta dançar. Que absurdo, não é mesmo? Eu sei dançar. E muito bem! Só não gosto de deixar os outros sem graça na pista. E vou dizer mais: HQEH não dança! John Wayne não dança. Arnold Schazeneger não dança. Arnold mal sabe andar! Dança foi uma coisa feita para as fêmeas atraírem seus machos. É uma forma de cortejar, galantear. Enquanto as fêmeas dançam, os machos compram carros caros. Prova nata de que deus foi totalmente desproporcional para com a espécie detentora do pinto.

Uma das minhas paixões, digo, dos meus vícios(porque paixão não é coisa de HQEH), é o meu playstation. Tiros, explosões, gols de bicicleta, xingamentos, tacar o controle na parede. Tudo isso é coisa de HQEH. Zuar o cunhado? HQEH²! Não confundam: Se vc joga Mário Kart, Guitar Hero e Nintendo Wii vc não é HQEH. Vc é veado.

Deus, a natureza, o cosmos ou a evolução, como queiram, pra balancear toda a minha macheza, brindou-me com uma "falha". O futebol. Sim, HQEH gosta de futebol. Para eu não ficar muito à frente de Hulk, Lion dos Thundercats, O vingador e o Rambo na escala Richter de Machice, eu não gosto de futebol. Antes que vcs soltem um "hmmmm, boiola", explico: Só de pensar naqueles negões suados se abraçando na torcida no momento do gol, em homens tirando a camisa pra comemorar e num cara homoafetivo que fica agitando uma bandeirinha a cada falta, me dá um puta cãibra! Altamente gay. Quer um esporte de verdade com contato físico, tentem o rugby.

A essa altura, as feministas de plantão, aquelas que não se depilam, que acham cult fazer passeatas usando broches do PT, que ficam chupando o dente na fila pra pagar o almoço, já fecharam o meu diário. Pra vc que aguentou firme, na esperança de ver em mim uma ponta de sensibilidade, humanismo ou alguma outra característica duvidosa, chegou a sua vez. Eu não sou um ogro; sei bem a diferença de macho pra machão.

Ainda sou adepto de coisas que acho que nunca deveriam mudar: tenho costume de dar flores, abrir a porta do carro pras moças e não me esqueço de datas que elas arbitram como importantes num relacionamento. Tirando atendentes da Vivo, nunca gritei com mulheres; nunca bati numa fêmea que não a Sheeva do Mortal Kombat 3 ou troquei palavrões senão com a Adriana, a filha da minha mãe.
Não sei se definiria como o sexo frágil. Talvez como o delicado. Questão essa que quando falo que mulher não sabe dirigir, não estou sendo machista. Não é bem questão de não saber, mas de não estar preparada pra algo que requer certa brutalidade intrínsecas aos homens e, principalmente, aos HQSH. Dentre outros exemplos que eu poderia aqui citar. Não, mulher não tem o pé pequeno pra encaixar melhor no fogão.

O post já se estende por mais que o esperado. Não me é comum sobredizer as palavras aos pensamentos, mas aqui se fazia preciso. Peço desculpas às bibas e às feministas, cujo melhor movimento é o dos quadris. Um abraço efusivo pra todos e boa noite!

A.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Holly shit

Quando criança, aprendi com meu pai que um dos piores erros da natureza era incompetência não doer. Fato que venho comprovando ao longo de todos meus 25 anos de sonho e de sangue e de América do sul.
Pra citar exemplos, segunda-feira passada trabalhei 12 horas, o dobro do que me é normal; estava a cobrir(no mau sentido) uma amiga. O "supervisor" dela é diferente do meu.

Entende-se por esse profissional alguém que teve a boca grande e gostosa o suficiente pra puxar(?) o saco de algum político e conseguir a indicação para o tal cargo mencionado. Ou seja: não se exige qualquer habilidade intelectual para que se cresça no órgão em que sou concursado. Bom, né? Depois perguntam o porquê da merda do funcionalismo público tupiniquim.

O poço de conhecimento que chamarei de Jegue de Tetas, sei lá porque xongas d'água, me enfiou numa latada junto com uns amigos pra acompanhar uma obra ao lado do Serra Dourada. A Saneago e mais algumas superintendências, autarquias, o diabo a quatro, estavam lá quebrando a rua pra fazer porra nenhuma melhorar as condições da população local. Era um serviço grande pra simples novatos. Já estava anoitecendo. Não havia sinal de que outra turma estava a postos pra nos substituir quando desse nosso horário.

O "supervisor" não deu sinal de que apareceria lá para nos instruir ou sequer ficar de papagaio de pirata nos olhando. Moral: tivemos que fechar algumas ruas sozinhos, sinalizar sozinhos, aguentar o caos que aquele bairro suporta às 18hrs sozinho e com um monte de patrola, pedreiro e condutor fazendo barulho em nossas cabecinhas. Se acontece qualquer pepino, pra não dizer um atropelamento, uma batida ou morte de algum funcionário, de quem é a culpa? De nós que estávamos lá tentando ajudar num papel que nem é nosso, ou do "super" que é pago pra fazer aquilo e que mal respondia-nos no rádio? Deixo a resposta pra vocês.

Tirando a dor de cabeça disso tudo, cheguei em casa bem. Bem cansado, bem puto e bem sujo de terra. Tinha poeira até no toba. Era pra eu chegar às 18hrs. Cheguei quase 19, porque o dito cujo não havia se programado pra enviar reforço lá pro diabo da obra. Enfim, isso aqui foi só pra deixar o meu protesto. Morte à falta de habilidade nata de raciocinar o básico.

Um dos meus papéis no mencionado inferno aí em cima, foi fechar uma rua. Simples, estreita, normal por natureza. Pra garantir, usei 6 cones e duas placas ENORMES com o dizer "Trânsito impedido". Contei em 18 minutos que fiquei lá, 12 carros que pararam na minha frente e perguntaram se a rua estava fechada. Cara, 6 cones e 2 outdoors escrito que estava fechado. Depois do quinto carro e da minha paciência tibetana dos monges do sul da Malásia irem obra abaixo, seguem algumas das minhas argumentações:

P: Oi, boa tarde. A rua está fechada?
R: Não, não está fechada. Os cones e as placas estão aqui servindo de obstáculo pro senhor vir com seu veículo e pulá-los. O condutor que pular mais longe ganha pirulito.

P: Oi, seu policial. O trânsito está impedido por esses cones?
R: Sim, está, sim, meu amigo. Mas não são cones. São jogadores da Holanda fazendo um rachão. Vai Robben, toca a bola, tô livre, porra!

P: Boa tarde. Os cones estão aí pra falar que a rua está fechada?
R: Não. Estão aqui pra eu brincar de dança da cadeira gaúcha. Quando a música pára eu corro e sento em cima de um deles. Quando recomeça eu tiro um deles e a brincadeira continua.

P: Oi, estou vendo que a rua está fechada. Não quero dar a volta no quarteirão, vc pode liberar só pra mim?(duzentos carros atrás buzinando).
R: ...

Pois é, meu caros. Meu trabalho é tranquilo, mas nessa de que o Barba me enviou a passeio na terra, entre uma e outra, Ele me prega algumas. Mas vou levando assim, apertado assim, colado assim, calado assim.

Abraços efusivos!

A.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sneijder Van Bommel Van der Saar da Silva

E aí, patetas? Vão continuar usando aquelas bandeirinhas ridículas no carro ou patriotismo acabou? Nesse momento o Ronaldinho Gaúcho está tentando ligar para o Dunga, mas ele não atende. Por que será?
Seguem razões pra vcs não ficarem chateados com a eliminação do selecinha:

- A camisa do Brasil vai cair de absurdos R$179,90 para R$9,90 (e em 3x. Se pagar a vista vem com chaveirinho do Robben).
-
- Prefiro ver na tv os peitos das loiras holandesas do que das mulatas cariocas.
- Vou poder continuar repetindo que era pra ter levado o Ronaldo Bacons.
- Don Diego Maradona está tomando uísque e fumando charuto enquanto você chora.
- Acabaram as vuvuzelas e os foguetes na hora do meu sono à tarde.
- Het heeft hart (Haja coração, em holandês).
- O PIB vai aumentar 0.000043% com o final dos feriados em julho.
- Se na copa o Brasil não anda, a Holanda (ok, essa foi podre!).
- Na Holanda, a maconha é legalizada. Será mais um argumento para que o Brasil legalize. Não haverá mais morro pobre no RJ.
- Luís Fabi quem?
- Felipe Melo não nasceu. Foi expulso da barriga.
- Quando o juiz apita, Felipe Melo entende como Round 1, FIGHT!


Pra provar que nem tudo é lágrima, faltam aproximadamente 1462 dias para a copa de 2014. E pasmem: Até agora o Brasil, mesmo tomando o nabo que tomou hoje, é o único que já está classificado!

Viva a Pátria de Chuteiras!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Confabulando

- Filho meu, o que quer ser quando crescer?
- Funcionário público!

Maldito esse dia! Por que minha mãe não me reprimiu? Por que não me coagiu com três tapas na cara, dois pedalas, um armlock e quatro chutes no saco? Me pôs de castigo 19 dias a base d`água e bolacha Maria aberta há mais de 1 semana?! Eu mereci! Onde já se viu tamanha mal-criação?

Meu trabalho não é ruim. Pelo contrário: muitos amigos dariam os próprios pênis(já que não usam) para estarem no meu lugar(estudem mais da próxima vez, pamonhas). Nunca imaginei receber tanto pra fazer tão pouco. A grana não atrasa. Não tenho chefe. Não corro risco de ser demitido a menos que mate alguém a sangue frio sem motivo inexcusável, roube 3 milhões e não declare no imposto de renda, faça orgias com virgens sedentas e não convite o meu superior imediato para a suruba.
É exatamente esse comodismo, a sensação de que posso passar 2 meses internado numa clínica da Brasileirinhas e que ao voltar, meu emprego estará lá que me irrita! Eu sei, o ser humano é um eterno insatisfeito, mas o tal do concursado é foda!

Há tempos prometi pra mim mesmo que não leria mais jornais on-line. Hoje, na esperança de que algo havia mudado, que alguma coisa grandiosa tivesse acontecido e que esse ser dotado de um tele-encéfalo super subdesenvolvido chamado internauta tivesse criado pelo menos um par de neurônios capaz de propagar uma sinapse ainda que pela metade, resolvi visitar uma página de notícias nacionais. Já arrependido do que tinha feito, de cara encontro:

- Lula admite que dinheiro público vai bancar a copa de 2014.

Esse pessoal da imprensa tá cada vez mais rápido, hein?


- Lula diz gostar de "geladinha boa".

Novidade, hein, sapo gordo?!


- Caua Reymond sobre depilar a perna: "Me senti muito feminino".

Agora compreendo quando Grazi me largou dizendo que tinha virado lésbica.


É por essas e por outras que minha página inicial tem meu sósia, o Kid Bengala. Ok, não somos tão parecidos assim: ele é velho e gordo e só fica 20min dentro sem tirar. Pensem nisso, meninas, dever pra casa.

Dia desses fui ao Serra Dourada. Clássico homoafetivo: Goiás x São Paulo. No começo achei que fosse parada gay de Goiâna. Nunca vi tanto assobio e buzinas igual quando Fernandão entrou em campo. Tirando o Hulk que vos escreve, o mais macho ali era o Richarlison que, diga-se, se sentiu ofuscado pelas lantejolas da torcida. Pra completar a noite, o bicha do Tiago inventou de arrumar briga com a moçoila mestre que puxava o coro dos cânticos dos bambis. Vi a hora em que voariam cilíos-bombas e que nos afogariam em seus glíteres cintilantes. Estádio pra mim? Nunca mais!

Beijos pras meninas e dedada pros manos. Menos pros são paulinos.

domingo, 9 de maio de 2010

Regresso

Ai, mamãe, não acredito: O Diário voltou! Ele voltou!

Sim, caros comedores de Chambinho. Eis que numa tarde recheada de winning eleven, chocolate e ventilador seus pedidos foram atendidos. Após cinco meses de ostracismo preguiça mesmo, de mudanças e desatinos, voltei para florear-lhes os campos, poluir vossas mentes e dormir de conchinha com as meninas. Sugiro que comecem a pagar suas promessas o quanto antes.

Desde algum tempo que não sou o mesmo(pros que se lembram do centro auditivo telex, em casa acabaram as brigas por causa da tv e do barulho das crianças). Adeus computação! Foi tarde! Chutei, nem que profissionalmente, esse caprioto da minha nada mole vida. Linhas de código, engenharia de software, modelos em cascata? Não conheço, nunca ouvi falar(os estudos nas terras de Aussie estão de pé, mas é uma visão tão diferente que nem conta). Adentrei no serviço público minha vez de não fazer porra nenhuma, sou concursado, ganho meus milhares de reais(ainda unidades de milhares, mas tudo bem) e estou estudando Direito à noite. Pra quem estava mais perdido que pinto de japonês em camisinha GG é um bom começo.

Meu trabalho é mexer com pessoas. Diretamente. Visceralmente. Coxa com coxa na maior relação. Sou gigolô. Embate mesmo. São muitas linhas que pretendo escrever-lhes num próximo capítulo. Mas já adianto que tem sido legal. O perigo de não voltar pra casa inteiro me faz bem.

E não é que as malditas bandeirinhas-de-copa-de-torcedores-brasileiros-patriotas-ufanistas-do-inferno já estão se debatendo por aí?! Ainda não me acostumei que de 4 em 4 anos é assim, as pessoas se lembram que são brasileiras. Enquanto você fica torcendo pro Dunga chamar o Neimar e o Ronaldinho, o Galvão fica rico por ser o cara mais chato da tv e os políticos aproveitam junho e julho pra enfiar milhões nos próprios ânus, já que tá todo mundo esperando dar a hora do jogo pra fugir do trabalho. Seu jegue, presta atenção! Que que vai mudar na sua vida se o Brasil ganhar de meia dúzia de mancos nessa desgraça de copa do mundo? Copa do mundo por copa do mundo eu quero a do Brasil, que vai pelo menos me beneficiar em algo. No mínimo meu pai vai faturar como nunca com as obras da empreiteira fantasma que a gente tem.

Momento cult do Diário: Ontem assisti ao novo A hora do pesadelo. Ai, André, o que é isso? É aquele filme que tem um flamenguista que fura as criancinhas(vide imagem) É bonzinho, catártico. Nem de longe se equipara ao de 86, mas dá pra levar uns sustinhos. Se você não tiver nada pra fazer e quiser ir pra Sedna exteriorizar seus instintos mais primitivos de um mamute no cio, sugiro que vá ao cinema ver o Freddy, afinal, ele vai te pegar.

Inté, té!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Final de ano


Amiguinhos,

chegou o final do ano; época essa em que ficamos bem babacas, o espírito natalino(consumismo) toma conta de nosso existir, começamos a fazer promessas(que nunca vamos cumprir) e nos desejarmo-nos mutualmente a nós mesmos coisas supostamente boas ao próximo.
Embriagado nesse sentimento nobre, eis que venho desejar sinceridades a todos vocês:

Aos amiguinhos do sexo masculino(ou que pelo menos nasceram assim), desejo um ano novo com muitas coisas boas, bons empregos, bons estudos, que vocês consigam pelo menos empatar comigo no wining eleven, não apanhar tão feio no basquete e que me escolham pro time de vcs no futebol independentemente se sou o dono da bola. Que vcs fiquem ricos e parem de se enganar na academia, porque não há braço grande que equivalha ao carro importado do seu vizinho barrigudo(agora se vc gosta de malhar pra se sentir forte, vc é um bicha, tá cansado de saber que mulher gosta é de dinheiro).

Às mulheres(porque amigo de mulher é cabeleireiro) desejo que gastem menos com bolsas e sapatos e mais com coisas úteis como blusas decotadas e mini-saias, que me deem mole e concordem com minha mãe quando diz que o brad pit não pode comigo. Por mais machista que eu seja, nunca neguei que o mundo seria uma droga sem vocês. Por favor, leiam menos Caras, Capricho, Carícia, horóscopo e mais Nietsche, T.S. Eliot e Flaubert. Inteligência vale muito mais do que uma escova no salão. Vão menos ao shopping, menos à academia(mas não deixem a gravidade lhes vencer antes dos 30) e mais à fazenda, ao teatro e ao parque. Pratiquem esportes ao invés de fazerem dieta da beterraba, da cenoura e da lua. Aprendam a cozinhar e limpar a casa, pois mesmo que vcs não realizem o sonho de se casar comigo, há homens menos perfeitos que se importam com isso.

A todos, feliz natal, ano novo, muita comida(aos homens, muita comida de novo)! Boas festas!

A.

sábado, 15 de agosto de 2009

3a margem


"Estou ficando velho! Já tive a prova definitiva disso. Não tenho mais o fôlego de antes e a audácia de ontem. Os anos me foram letais; o tempo me foi cruel. Ah, o tempo: tempo, tempo. Hoje vejo o porquê de você nas canções. A razão do "senhor tão bonito, compositor de destinos". Qual o quê! Não espere de mim, pois, alvíssaras. Diferente de você e da sua horda de poetas, não me venderei por pouco. Desista! Nem a longo prazo."

Encontrei o citado desvario ao abrir umas anotações do caderno de viagens(é, agora pra quem não sabe do Rodin, ele está de volta. Breve e intempestivo como só ele. Lê-se Rodam, por favor). A intimidade ainda não nos foi reapresentada; há algumas voltas a serem feitas juntos. O importante é que a aproximação inicial já foi admitida. Agora, uma questão de pura formalidade.

Não me lembro bem das razões da epígrafe acima. Mas como tudo que vem de mim, boa coisa não devia ser. Estava circunscrita em um rodapé com anotações feitas em um bar de Santiago numa ocasião em 2005. Pelo assunto da folha, solta -- diga-se --, talvez em um dia ruim; trazia alguns trechos copiados com músicas e alguns possíveis acordes. Uma mania que eu tinha de levar pra casa tudo que me era novo. Da noite em si eu me lembro, (in)felizmente de mais nada.

Teclado em outro idioma e, ainda por cima, desconfigurado. Um desestímulo pra uma mente insaciada, mas perfeccionista pros detalhes(pra mais o quê poderia ser?).

A.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

La vie en rose

Olá, miguxos.

Depois de tantas idas e vindas(e estacionadas) eis que me surge a oportunidade que eu esperava.

Antes, um parêntese. Minha vó, em sua sabedoria infinita e fé inabalável é uma das poucas pessoas que ainda conseguem me tirar lágrima dos olhos. "Atrasos de Deus não são negações dEle. Ele pode estar com o que é seu nas mãos, mas não vai soltar enquanto você não estiver preparado para receber."

Sempre fui contra qualquer tipo de assertivas similares a essa. Mas não adianta. Das poucas vezes que teimei sobre isso com pessoas que têm no mínimo inúmeras vidas na minha frente, acabei por morder a língua. E minha vó faz parte das referidas pessoas. Quantas vezes durante problemas na faculdade recorri à ela, à sua bondade e amor incondicional? Vejo nela a fortaleza espiritual que tento um dia construir para mim. Sempre com as frases certas nos momentos propícios. Inclusive, pra não ficar doido de vez, já parei de me perguntar como ela detecta a hora certa de se pronunciar.
Todos meus amigos conhecem ou já me viram falar da velhinha. Gostaria de deixar aqui meu abraço mais forte e um beijo carinhoso. Vó, te amo-te.

Ok, momento piegas is over.

Voltando às oportunidades. As coisas pareciam simplesmente não estarem acontecendo pra mim e do nada, puft: apareceram um monte. E a ponto de me deixar bastante confuso(isso é bom, I'm not complaining). Não sei que decisão ainda tomar, não sei o que vai dar certo, o que não vai, isso requer atenção e demanda tempo.

Não vou substimar a inteligência de vcs a essa altura do Diário Pastel, mas aqueles que já acompanham minhas linhas há algum tempo já viram que metáforas, fantasias, alucinações e, principalmente incoerências não faltam por aqui. Não é meu intuito escrever para contar da minha vida para ninguém. Pelo menos hoje, não. Pode ser que um dia isso mude e que eu comece a descrever em linhas claras meus verdadeiros pensamentos e vontades. Mas até lá peço que me entendam como conseguir e aguentem meu lado quixotesco, meus dragões e meus moínhos de vento.

Abraços efusivos,

A.

PS: "É muito bom saber pedir desculpas. Mas saiba que isso não conserta tudo. E mesmo sabendo disso - uma verdade pétrea - não deixe jamais de se desculpar."

sábado, 25 de julho de 2009

Faz parte do meu show

Nos últimos dias me deparei com diversas situações em que tive que descrever quem eu sou, o porquê de algumas atitudes e a razão de outras. E falar de mim está entre as 10 coisas que eu mais odeio fazer (razão pela qual nunca passei da 3a sessão de qualquer tipo de terapia ou livro de auto-ajuda).
Entende-se que essas coisas de "o que você acha que deve mudar ou não" e "o que acha que deu certo ou errado" estão incluídas na parte de auto-descrição. Não vem ao caso dizer o motivo disso tudo, mas essas merdas estão me torturando até agora.

Desde que resolvi ficar por aqui - e consequentemente reativar alguns pontos na minha vida - algumas coisas diferentes aconteceram comigo e em migo(um dia essa palavra ainda vai existir). Fiz algumas coisas certas, porém dei com a testa em outras. Bem de frente, bem doído. A ponto de me questionar se as certas realmente valeram à pena.

OBS: é óbvio que valeram, mas concordem comigo que se não existir esse drama todo não tem a menor graça.

E é como parte dessa reflexão estóica e sazonal que estou tendo que me fazer as perguntas que citei nas primeiras linhas desse texto. Algumas respostas doem. Outras incitam. Muitas divergem.
Em meio a um rol taxativo de qualidades e defeitos(para fins didáticos, entendam todos como simples características desse que vos escreve) é que me encontro debruçado nesse momento: numa necessidade quase que cardíaca de desobstruir passagens e desvelar caminhos.

A.

PS: Juro que pretendia me estender por alguns parágrafos a mais, mas escrever sob condições de semi-consciência não estava no script.

Please, feel free to understand it on your own ways!

sábado, 11 de julho de 2009

Esse não tem título!


Gute Nacht, meine Freunde!

Parabenizo aqueles que contaram 25 dias de ausência desde minha última presença(isso ficou estranho pra caceta). Hoje, não é mais pela falta de tempo, mas pela de paciência. Ando inquieto para algumas coisas e blogar desse jeito não dá certo mesmo. Well, get it on!

A vida do cara pouco me interessava, ainda mais a morte, mas vamos lá: morre o astro do pop, Michael Jackson!

Particularmente eu não gostava muito dele. Admito, claro, que ele foi bom nas coisas que fazia(cantava bem, dançava como poucos e criava caso como ninguém). Lembro até, de quando eu tinha uns 6 ou 7 anos, do meu joguinho de megadrive inspirado no filme Moonwalker(jogo homônimo, vide foto à esquerda). Lembro, inclusive, que eu nunca consegui terminá-lo. Se era incopetência minha ou se o jogo foi feito para frustrar nerds pueris que se sentiam muito capazes eu não sei, mas algumas cenas do jogo marcaram a minha infância(nada a ver com pedofilia).

Ah, por que eu não gostava do MJ? Ué, não gostava e pronto. Tenho o direito de gostar e desgostar de quem eu bem entender, não?! Achava ele meio parecido com aqueles zumbis do Resident Evil. Tente imaginar a cara dele dirigindo uma van escolar lotadíssima de pequenos diabinhos gritando histericamente sem parar. Se você conseguiu, provavelmente deve ter entendido minhas razões.

Observando alguns amigos pelo Msn, já perceberam a quantidade de "risadas" que existe? Antes eram só “hahaha” e as afins que trocavam as vogais. Simples, comum e correto. O “kkkkkkk” no começo foi difícil de agüentar, mas já aceitamos. Agora, “sahjkdhjakdhsahdjkdhkahkdhsa” ainda não consegui engolir. Desde quando bater com a piroca no teclado é rir? E você? Tá rindo de que? Adesão ou auto-crítica? :D

Postzinho pequenininho, quietinho, só pra mexer com os números daqui.

A.

ps: importei os textos do antigo Diário Pastel. Fucem no histórico aí pra visualizá-los. Apreciem com moderação.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Faroeste Caboclo

Pra quem não gostava de Brasília, passar dois finais de semana por lá está, no mínimo, suspeito.
Ocorreu tudo bem; o convívio com pessoas diferentes me faz bem. Não tenho mais medo daquelas ruas largas esquisitas e munidas de metralhadoras fotografantes ávidas por um forasteiro desatento. Aprendi que pra CADA pardal existe UMA placa. Bom isso, não?!

Pra concluir as palavras sobre minha breve estada na terra de João de Santo Cristo, pode ser até que você não saiba chegar em algum lugar por lá, mas ficar perdido é impossível e é claro que não vou dizer que fiquei perdido nos eixinhos.


Como sempre(seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo), alguns ainda reclamam da estabilidade a qual nunca existiu por aqui e desassiduidade com que venho atualizando esta humilde página. Não é segredo para ninguém que essas modernidades eletrônicas têm ficado cada vez mais de lado em minha nada pobre vida. Ainda hei de viver o dia em que poderei dizer que eletrecidade, pra mim, é coisa do passado!

Admito, nos meus últimos (e únicos) 24 anos de vida, não me lembrar de chuva em Goiânia no meio de junho. Pois isso está acontecendo nesse simbólico momento! E o que é melhor, trazendo um pouquinho de frio para essa cidade tão, digamos, quentinha.

É, acho que tô perdendo a intimidade com isso aqui. Tentarei ser menos ausente.

A.


domingo, 10 de maio de 2009

Time is not money

Caros leitores,

sei que o Diário Pastel anda mais parado que puteiro em dia de domingo meio abandonado. Queiram acreditar: não é por falta de vontade desse que vos escreve. É por legítima falta de tempo mesmo. Aqueles mais próximos sabem do que estou falando. 

Infelizmente não tenho previsão de até quando isso vai, mas quando acabar, assuntos não faltarão por aqui, ok?

Observem que o famigerado twitter tem sido usado com bem mais frequência que antigamente por esse e outros motivos.

Salvo disposições em contrário, 

A.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Nova companhia

Já lhes disse que sempre tive a certeza que vou morrer jovem? Eu não sei explicar, mas o que antes não passava de uma sensação hoje eu já costumo ter como algo certo. Só não sei como vai acontecer - já seria pedir demais, né? Pensando nisso, uns tempos pra trás, levando em conta meus hábitos e preferências, fiz uma lista bem legal dos modos que eu poderia morrer. Como esse não é o assunto desse post, fica pra um próximo citá-las e explicá-las uma a uma, certo?

Agora sim, baseado na certeza de que virarei os pés pro sereno dentro em breve, resolvi, em meio às obrigações, enxertar a minha vida de pequenos prazeres dos quais eu me privava antes. Dentre alguns exemplos, ontem separei Hamlet pra ler.  Em um desses meus devaneios, costumava imaginar deus, são pedro ou quem quer que fosse bem barrigudão e de cabelos brancos na porta do céu com uma check list nas mãos. Àqueles que queriam entrar, eram feitas algumas perguntas sobre coisas obrigatórias a qualquer ser humano nesse mundo: Você aproveitou bem sua vida? O que você fez pela paz? Assistiu à Laranja Mecânica e ao Iluminado? Chorou com Tomates verdes fritos? Leu Hamlet e Victor Hugor? Pulou de pára-quedas? Baixou algum CD de alguma banda desconhecida da TV? Quantas vezes brincou de médico até completar 10 anos?

Tinha tempo que eu o estava namorando(o Hamlet) na prateleira de livros empoeirados no escaninho. E essa semana indo atrás de assuntos diversos, muitos convergiram pra ele e resolvi aceitar como um sinal misterioso. Sim, só aceito essa coisa de exoterismo quando realmente me interessa. Quando uma voz do além me manda parar de comer porcaria, exagerar no álcool e procurar uma igreja próxima de minha casa, eu me faço de surdo e continuo a me matar. (Bom, talvez seja por isso a idéia do morrer cedo...)

Continuando, eu poderia jurar que a tradução que eu tinha era a do Millor. Infelizmente não é. Depois dessa declaração explícita de amor, não vai ficar legal eu citar o tradutor da referida obra. Pois bem. Por ora pensei em adquirir o originalzão mesmo, em inglês elizabetano e tudo mais. Mas logo deixei a extravagância de lado. Apesar de que hoje existem dicionários de fácil acesso pra isso, preferi levar em conta que os "pequenos prazeres" deveriam ser realmente pequenos, pelo menos por enquanto.

Claro que não consegui segurar a curiosidade e já dei uma folheada no bicho. Deveras está muito sujo e precisando de um pano pra ficar ao lado da cama. A tradução é de 67. Imagino eu que deva ter sido adquirido em dez anos a contar dessa data e que de lá pra cá ninguém o leu... Ou seja, tá bem sujinho mesmo. Assim que a leitura começar fluir ou o desencanto acontecer, o que um dos dois é normal em se tratando de empolgação envolvendo meu nome, eu venho cá e falo pra vocês das sensações rodeantes, ok?

Falando de coisa boa e mudando pra coisa terrível, nesse momento me encontro ao lado de um livro de TGP - Teoria Geral do Processo. Praqueles com menos afinco nas áreas  jurídicas - que infelizmente não é mais o meu caso - trata-se de uma matéria que tem como função tirar o rótulo de leigo de uma pessoa que diz não saber do que se trata a área do direito: princípios gerais, fundamentos, temas comuns aos ramos do Direito(vários, diga-se), etc. Estou tendo que ler/estudar a constituição(com letra minúscula mesmo) e muitas coisas dali eu não sei de onde vieram. Resolvi, então, perder um pouco mais de tempo agora pra talvez ganhar no futuro. E junto com esse TGP veio um dicionário jurídico. Bom, não? Ou por acaso você sabe do que se trata exatamente um decreto lei, uma despedida imotivada ou um procedimento sumaríssimo? Pois bem, pensando na sua resposta é que fui atrás do dicionário.

Há quase 6 dias que Goiânia não vê chuva e isso tem contribuído incisivamente no meu corpo/sono/humor. Ainda não está na época de elas sumirem de vez e 6 dias já traz consigo um certo cuidado(entenda estado de sítio).

Beijos para as meninas e TGP para os meninos!

A.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Mudança de ventos

Saudações cremosas, comedores de Chambinho!

Eu já ia elogiar o sinal da internet sem fio que está chegando aqui na varanda, mas acabei de olhar e hoje ele está porquinho. 
Pesquisando esses dias pra trás sobre causadores de distúrbios em redes wifi, vi que a água está para wireless assim como a kriptonita está para o Superhomem (e uma perereca para o Clodovil). Isso porque, obviamente, o sinal que é binário sofre refração(aquela parada de troca de meios pá e tal) ocorrendo a inversão do mesmo! Ou seja, pra quem tava esperando um monte de 1, chegar um monte de 0, num universo que contem só esses dois números, não é legal.

Essa semana me deu uma idéia meio louca de aprender japonês sozinho(há tempos que não tenho dinheiro nem paciência pra aulas). Joguei-no-google e não é que apareceu um monte de coisas bacanas?! Vou selecionar melhor os resultados e posto aqui pra vocês. Imagina assistir Jiraya e Cavaleiros do Zodíaco no original?! =D (Eu falo isso como se tivesse com muito tempo sobrando, né?). O desenho acho que ainda consigo, mas Jiraya acho pouco provável. Pelo que já andei procurando anos atrás, brasileiro guarda essas relíquias bem mais do que os próprios japoneses.

Pensando aqui no que escrever, tentei mexer as pernas e quase gritei(exagero detectado). Ontem, domingo nublado(não choveu pela primeira vez em 4 dias de puro dilúvio), a falta do que fazer me levou a correr de casa. Aham, literalmente hablando. Me senti um atletla: carreguei o celular com músicas animadoras, calcei meu pseudo-tênis de corrida e saí daqui correndo até o vaca brava. Lá consegui dar 2 voltas(roubei metade da 2a), mas ao voltar morri no caminho. Ah, mas teve bom. Pra quem tá parado há tanto tempo, se enganando jogando basquete na mini quadra que tem aqui, tá passando de bom. O gordo que existe em mim levou dinheiro pra água de coco(acreditam que o que mais me motivou foi pensar nela?), mas de tão cansado eu não tive ânimo nem pra parar em alguma barraquinha.
Resultado, tô andando hoje parecendo velhinho que sujou as calças sem querer. Mas já marquei comigo, quarta-feira é nóis!

Pra despedida, vou colocar aqui o vídeo de uma musga que tenho escutado bastante. Faz parte da trilha sonora de Pulp Fiction(aquele filme chato que eu falo que gosto quando quero enturmar com algum cult por aí. Fale que você odeia e terás um inimigo forever).
Ah, a Uma Thurman tava linda nele, tirando os 40 cigarros que ela consumia durante cada cena.




Um beijo do gordo!

A.